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Congresso Técnico define metas para atuação da Apiesp

O 3° Congresso Técnico da Apiesp – Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público – realizado nos dias 27 e 28 de setembro, apresentou diretrizes, metas e ações para a atuação da Apiesp na Internacionalização, no Ensino, Pesquisa e Extensão, na Gestão Universitária e na Comunicação para o biênio 2018/2020.

O evento, que contou com a participação dos reitores da UEL, Sérgio Carlos de Carvalho; da UEM, Júlio César Damasceno; da UEPG, Miguel Sanches Neto; da Unioeste, Paulo Sergio Wolff; da Unicentro, Aldo Nelson Bona; da UENP, Fátima Aparecida da Cruz Padoan; e da Unespar, Antonio Carlos Aleixo, teve como tema norteador “O papel da Apiesp frente aos desafios do contexto atual”.
A primeira mesa do evento foi composta pelos reitores que apresentaram suas perspectivas em relação as universidades estaduais e o trabalho a ser desempenhado pela Apiesp por meio do tema “Entraves na gestão das universidades estaduais: o papel da Apiesp frente aos desafios apresentados pelo contexto atual. Diretrizes e metas para atuação da Associação no biênio 2018-2020”.

Questões como a crise de pessoal e de orçamento das Universidades, a necessidade de repensar a finalidade da Instituições de Ensino Superior Público e seu modelo de gestão e o papel de seus gestores foram assuntos convergentes na fala dos reitores, que trataram ainda de temas como responsabilidade social e necessidade de melhor diálogo com outras esferas do Governo.

Para a presidente da Apiesp, Fátima Aparecida da Cruz Padoan, o Congresso realizado pela Associação foi um momento importante para que a Apiesp pudesse traçar diretrizes e metas para sua atuação nos próximos dois anos. “Tivemos um ótimo resultado após os trabalhos realizados nesses dois dias. Sabemos que há muito a ser feito, mas temos um norte após esse Congresso. Eventos como este nos qualificam para buscar realizar as ações necessárias para fortalecer nossas universidades”, destacou a presidente. “Quero destacar, de maneira especial, o apoio financeiro da Fundação Araucária que viabilizou a realização desse evento”, agradeceu Fátima.

Durante o Congresso, foram formados quatro grupos de trabalhos que trataram dos temas Gestão Universitária; Internacionalização; Ensino, Pesquisa e Extensão; Gestão Universitária e Comunicação. Dentre as metas destacadas pelos grupos, destaca-se o pedido para elaboração de uma política Estadual de Gestão de Ensino Superior, visando diminuir as assimetrias e elaboração de parâmetros balizadores para gestão de recursos humanos e recursos financeiros.

Outras necessidades apontadas pelos grupos de trabalhos foram sobre a necessidade de a Apiesp atuar de maneira mais proativa nos pleitos pelos direitos e em defesa das Universidades, assim como buscar superar o “isolacionismo” das universidades, além de estabelecer maior diálogo político.

Para a internacionalização, foi proposto pelo grupo de trabalho que a Apiesp possa proporcionar maior visibilidade às IES do Paraná, via câmara de internacionalização, perante órgãos Nacionais e Internacionais, possibilitando a filiação e participação em feiras e eventos internacionais. O grupo propôs ainda alteração e atualização do Estatuto da APIESP, para inclusão da câmara da internacionalização para o desenvolvimento de um plano de internacionalização da APIESP para o Estado. Dentre as ações propostas na área de Comunicação, está a realização de um plano para criar diretrizes de trabalhos a serem realizados e produção de materiais institucionais para as Universidades.

No evento, foi assinado pelos reitores das Universidades Estaduais Termo de Cooperação – Paraná Fala Idiomas / inglês e Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Apiesp realiza 7° Seminário de Internacionalização das Instituições de Ensino Superior do Paraná

A Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp) realizou, na quinta-feira, 27 de setembro, em Guaratuba, o 7° Seminário de Internacionalização das Instituições de Ensino Superior do Paraná (SIIES). O evento discutiu ações para o fortalecimento da internacionalização em casa, dinâmicas interculturais na internacionalização curricular, processos de internacionalização do ensino superior, além de oportunizar o diálogo para o fortalecimento das parcerias entre a APIESP e o Canadá, APIESP e a AUALCPI e o Centro Regional para Cooperação em Educação Superior na América Latina e Caribe (UNESCO-IESALC).

O Seminário, que reuniu as sete Universidades Estaduais do Paraná (UEL, UEM, UEPG, Unioeste, Unicentro, UENP e Unespar), foi realizado juntamente com o 3° Congresso Técnico da Apiesp, que contou com a presença de reitores, vice-reitores, pró-reitores e assessores das relações internacionais das instituições associadas para reunião técnica que definiu metas e ações para Associação para o biênio 2018/2020.

A presidente da Apiesp e reitora da UENP, Fátima Aparecida da Cruz Padoan, enalteceu o trabalho realizado pelos escritórios de relações internacionais das Universidades, a fim de aperfeiçoar as ações voltadas para área. “Foi um momento muito produtivo para todas as Universidades. O trabalho realizado traz novas perspectivas para a atuação da internacionalização por meio da Apiesp. Temos de buscar meios para fortalecer cada vez mais a internacionalização nas nossas instituições, visando projetá-las para além de seus muros por meio de uma política sólida e em rede”, disse Fátima Padoan.

A coordenadora do evento, Eliane Segati Rios Registro, destacou a relevância dos temas discutidos, que contribuirão para o fortalecimento da rede de internacionalização das universidades, em conjunto com o apoio da APIESP. “Para nós, o apoio dado pela APIESP para o desenvolvimento de ações de internacionalização é de fundamental importância, legitimando-nos frente aos órgãos estaduais, federais e internacionais pela qualificação do ensino superior do Paraná”.

O 7° Seminário de Internacionalização contou com as palestras “A Internacionalização em casa: casos de sucesso do EMI como instrumento de desenvolvimento”, realizada pela professora-doutora Cristina Mott Fernandez (UEM); “Dinâmicas Interculturais na Internacionalização Curricular. Experiências e Desafios”, com a professora-doutora Gracia Maria Clérico – da Universidad Nacional del Litoral – Santa Fe, Argentina.

O evento discutiu ainda os “Processos de Internacionalização do Ensino Superior”, com a professora-mestre Alessandra Quadros Zamboni (Unespar); “Associação de Universidades da América Latina e Caribe para a Integração e o Centro Regional para Cooperação em Educação Superior na América Latina e Caribe”, (UNESCO-IESALC): ações e parcerias”, com o professor-doutor Daniel Vaz, vice-presidente AUALCPI; e “Possibilidades de cooperação com o Canadá” – English School of Canada – com a professora Melina Trindade, que anunciou durante a palestra o oferecimento de sete bolsas de estudos no Canadá para estudantes das Universidades associadas à Apiesp, pelo programa Paraná fala Idiomas/Inglês, além de descontos especiais para estudantes e servidores das universidades estaduais pela English School Of Canada.

III Congresso Técnico da APIESP e VII SIIES

 

III Congresso Técnico da APIESP

VII Seminário de Internacionalização das

Instituições de Ensino Superior do Paraná

 

27 e 28 de Setembro

 

Guaratuba-PR

 

Acesse o site do evento e faça sua inscrição.

 

Ao longo dos últimos 22 anos, a Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (APIESP) tem contribuído fortemente para o crescimento e fortalecimento das IES do Paraná. Desde 2015, a APIESP reúne seus membros em um Congresso Técnico, a fim de discutir temas pertinentes ao desenvolvimento das instituições associadas.

A primeira edição do Congresso foi sediada na Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 2015 e, dois anos depois, o Campus Santa Cruz (Guarapuava) da Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro) foi palco da segunda edição do Congresso Técnico. Esta última teve como objetivo discutir o tema da autonomia universitária, e contou com a presença de reitores de diferentes estados.

A terceira edição será realizada entre os dias 27 e 28 de setembro, no Spazio Marine Hotel, em Guaratuba, Paraná e terá como tema norteador o papel da APIESP frente aos desafios do contexto atual.

Juntamente com a realização da terceira edição, o evento também sediará o VII Seminário de Internacionalização das Instituições de Ensino Superior do Paraná (SIIES), com o objetivo de discutir ações para o fortalecimento da internacionalização em casa e projetos de colaboração entre APIESP, Rede ZICOSUR Universitária e Rede de Universidades Provinciais da Argentina (RUP).

SOBRE AS RESTRIÇÕES ORÇAMENTÁRIAS DA CAPES PARA O ANO DE 2019

A Associação Paranaense de Instituições de Ensino Superior Público – APIESP,  a que  se vinculam as sete Universidades Estaduais do Paraná, MANIFESTA PUBLICAMENTE sua preocupação com os cortes anunciados na proposta orçamentária para o ano de 2019 para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), uma vez  que a pesquisa brasileira sofrerá uma série de prejuízos se o governo a mantiver.

Segundo nota divulgada pelo Conselho Superior da CAPES, a proposta orçamentária apresenta um corte significativo nos recursos em relação ao orçamento de 2018 e os impactos serão graves para os programas de fomento que ela desenvolve. Os cortes no orçamento da agência poderão resultar na suspensão do pagamento de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, além da interrupção de programas estratégicos como do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), do Programa de Residência Pedagógica e do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR), bem como  na interrupção do funcionamento do Sistema UAB (Universidade Aberta do Brasil) e dos mestrados profissionais do ProEB (Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica).

Igualmente, serão interrompidos os programas de fomento à internacionalização dos Programas de Pós-graduação e a inserção das Universidades brasileiras em redes de pesquisa internacionais.

Os cortes orçamentários indicados causarão um prejuízo inestimável ao sistema nacional de pós-graduação e, consequentemente, de modo  perene às Universidades Brasileiras.

Diante de tal contexto,  a Associação Paranaense de Instituições de Ensino Superior Público – APIESP manifesta apoio à CAPES pela manutenção do seu orçamento, em defesa da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade!

Reitora Fátima Aparecida da Cruz Padoan

Presidente da APIESP

Reitor da UEPG passa presidência da APIESP à reitora da UENP

O reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), passa o cargo de presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (APIESP) à reitora Fátima Aparecida Cruz Padoan, da Universidade Estadual do Paraná (UENP). A solenidade de transmissão da presidência ocorre nesta sexta-feira (20), em Jacarezinho, no mesmo ato de posse da professora Fátima Padoan, recentemente reeleita para um mandado de mais quatro anos à frente da Reitoria da UENP. Atualmente ela ocupa a vice-presidência da entidade.

Juntamente com a reitora Fátima Padoan, serão empossados os reitores Sérgio Carvalho, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), como vice-presidente; e Antônio Carlos Aleixo, da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), na tesouraria. O mandado é de dois anos. Criada em 1994, a APIESP é uma instituição que reúne as setes universidades estaduais do Paraná, com o objetivo de promover gestões junto a esferas governamentais em favor das políticas públicas de ensino superior, da disseminação da produção de saber em todos os campos do conhecimento e no estímulo dos intercâmbios entre as suas filiadas.

Diretoria da APIESP para o período 2018/2020: reitores Sérgio Carvalho (vice-presidente); Fátima Padoan (presidente); e Antônio Carlos Aleixo (tesoureiro)

A nova presidente da APIESP possui graduação em Ciências Contábeis pela Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Cornélio Procópio (1991) e mestrado em Contabilidade pela Universidade Federal do Paraná (2007). Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Ciências Contábeis, atuando principalmente nos seguintes temas: gestão pública, ensino da contabilidade, gestão estratégica e auditoria interna. Foi reeleita para o cargo de reitora em pleito realizado em 3 de maio último, obtendo 95,05% dos votos válidos.

Ao ser eleita para a presidência da APIESP, Fátima Padoan disse que assume o cargo com grande satisfação, para, junto como os reitores das demais universidades, buscar o desenvolvimento do ensino superior público do Paraná. “Essencial para o fortalecimento das instituições públicas do Estado, a APIESP tem atuado, há mais de 20 anos, em defesa de nossas universidades, com papel decisivo para negociações e articulações junto aos governos e outras entidades”, diz.

BALANÇO

O atual presidente da APIESP, reitor Luciano Vargas, destaca a eleição da reitora da UENP, como uma consequência do trabalho que desenvolveu nos últimos dois anos, na vice-presidência da entidade, revelando-se como uma interlocutora das universidades junto às diversas instâncias do governo, Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas. Vargas agradece ao apoio recebido no período em que esteve à frente da APIESP, de todos os reitores e reitoras, assim como dos vice-reitores que tiveram participação ativa nas ações da entidade. Ele estende os agradecimentos à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), nas pessoas dos secretários João Carlos Gomes e Décio Sperandio, bem como os servidores da pasta, e a secretária da APIESP, Marileiva Ferreira Nunes.

Atual diretoria da APIESP, reitores Fátima Padoan (vice-presidente); Luciano Vargas (presidente); e Antônio Carlos Aleixo (tesoureiro)

Nos dois anos na presidência da APIESP, Luciano Vargas destaca algumas frentes de trabalho que exigiram da entidade posicionamentos firmes frente a decisões governamentais que prejudicavam as universidades, como o corte de recursos; redução da carga horária de professores colaboradores; e a mudança de posicionamento em relação ao TIDE. Cita ainda a questão da inclusão das IES no Programa Meta 4, com uma reunião inédita dos conselhos universitários das sete universidades, em Londrina; e a mobilização pela aprovação da PEC 395, que previa a possibilidade de cobrança de cursos de especialização nas instituições públicas, proposta que foi rejeitada pela Câmara Federal.

O reitor da UEPG inclui também a elaboração, a partir da APIESP, da proposta de Autonomia Universitária, documento que foi construído após discussões realizadas no âmbito das comunidades universitárias das sete universidades estaduais, com realização de reuniões conjuntas dos grupos de trabalho de cada instituição e aprovação dos pareceres nos respectivos conselhos universitários, para encaminhamento ao governo. Assunto esse também discutido no II Congresso Técnico da APIESP, realizado em Guarapuava. “Esta união tem sido fundamental para que nossas universidades se mantenham fortes como um patrimônio da sociedade paranaense, com ensino público e de qualidade”.

APIESP se manifesta sobre vetos à lei do TIDE

A Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (APIESP), entidade que reúne as sete universidades estaduais do Paraná, reunida no dia 17 de julho, após análise e discussão sobre as razões do veto promovido pela governadora Cida Borghetti, decidiu trazer a público o documento denominado ”Ponderações sobre os argumentos da PGE que motivaram o veto à Lei do TIDE” (acesse o documento AQUI).

Inicialmente a APIESP ressalta a importância do encaminhamento da mensagem de lei com o objetivo de superar os impasses promovidos em relação à interpretação do Regime de Trabalho em Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (TIDE nas universidades.

O substitutivo aprovado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) mantém a espinha dorsal da mensagem do governo e em nada altera a sua essência. Apenas objetiva dar uma redação de maneira a dirimir dúvidas interpretativas e dar segurança jurídica aos docentes.

Os vetos apresentados, fundamentados em argumentos da Procuradoria Geral do Estado, geram uma situação inadministrável nas IEES, considerando que extinguem todo o regramento vigente sobre a matéria, gerando um vácuo legislativo que demanda urgente revisão.

Universidades estaduais recebem apoio da bancada federal do Paraná

As sete universidades estaduais do Paraná iniciam o ano letivo de 2018 com a perspectiva de recebimento de recursos financeiros da União, graças a uma articulação entre os deputados federais do Paraná e os reitores, por meio da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp). Cerca de R$ 21 milhões serão distribuídos igualitariamente entre UEM (Universidade Estadual de Maringá), UEL (Universidade Estadual de Londrina), Unespar (Universidade Estadual do Paraná), UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná), Unioeste (Universidade Estadual do Oeste), UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) e Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste). O convênio, ressalta o presidente da Apiesp e reitor da UEPG, professor Luciano Vargas, foi assinado no final de 2017.

A atitude dos 30 parlamentares do Estado na Câmara Federal, priorizando a proposição de emenda às Instituições Estaduais e Ensino Superior (IEES), demonstra a importância das Universidades em suas respectivas regiões de atuação, especialmente no combate à desigualdade social e econômica. Os sete reitores apontam que o empenho e a sensibilidade dos congressistas, sob a coordenação do deputado Toninho Wandscheer (líder da bancada), foram fundamentais para o sucesso da articulação. “Esses R$ 21 milhões poderiam ter sido alocados em outras atividades. Mas os parlamentares tomaram a atitude unânime de valorizar as Universidades, que tanto fazem especialmente pela parcela mais carente da população”, pondera o reitor da Unicentro e presidente da Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), professor Aldo Nelson Bona.

Cada instituição poderá aplicar a cota de R$ 3 milhões conforme suas necessidades específicas de custeio e aquisição de equipamentos. A liberação dos recursos deverá ocorrer ao longo de 2018 e beneficiará as comunidades acadêmicas das sete universidades estaduais. “A Apiesp reconhece e agradece o trabalho dos deputados da bancada federal paranaense em favor das nossas universidades”, destaca o presidente da Associação, professor Luciano Vargas.

APIESP encaminha proposta de autonomia ao governo

Em encontro realizado nesta terça-feira (19), o presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (APIESP), reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas (UEPG), protocolou e entregou ao secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, documento que contém os elementos considerados essenciais na proposta de Autonomia das Universidades Estaduais Paranaenses. Na ocasião, Luciano Vargas representou todos os reitores das IEES que, por motivos de compromissos de final de ano nas respectivas instituições, não puderam ser deslocar até Curitiba. O documento foi construído após várias discussões realizadas no âmbito das comunidades universitárias das sete universidades estaduais paranaenses, com realização de reuniões conjuntas dos grupos de trabalho de cada instituição e aprovação dos pareceres nos respectivos conselhos universitários.

A formulação do documento tem origem na resolução nº 109/2017 da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), de 8 de agosto de 2017, instituindo grupo de trabalho com a finalidade de realizar estudos visando a elaboração de proposta para a autonomia universitária plena das universidades estaduais. Tal grupo de trabalho seria composto pelos reitores das IES estaduais, representando a comunidade universitária do Sistema Estadual de Ensino Superior, sob a coordenação da APIESP. O prazo inicial para formulação da proposta era de 45 dias, período que foi prorrogado, a pedido dos reitores, à medida que as discussões sobre autonomia universitária se desenvolveram em cada instituição.

As discussões das propostas no âmbito de cada universidade tiveram como base um documento expedido pela APIESP, no qual colocava os pressupostos que deveriam nortear os estudos sobre um modelo de autonomia nas IES estaduais paranaenses. O documento tem respaldo no artigo 207 da Constituição Federal, no artigo 108 da Constituição do Estado do Paraná e nos dispositivos legais estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB. Tratava dos princípios gerais da autonomia didático-científica e da autonomia administrativa e financeira e estabelecia condições para a implantação de um modelo de autonomia.

Instituições como as universidades estaduais de Londrina (UEL) e de Maringá (UEM) vinham discutindo a questão da autonomia universitária e, por isso, serviram de referência para os debates entabulados nas demais instituições, tendo como base o documento da APIESP. Ao final dos estudos, em cada instituição, foi realizada uma reunião conjunta, em 17 de outubro, na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), contando com representantes da UEL, UEM, Unicentro e UENP. Nesta reunião, ficou demonstrado que o principal aspecto da autonomia estaria na definição de um índice de repasse da Receita Tributária Líquida (RTL) às IEES. Na reunião se chegou ao coeficiente de 8,5% da RTL, como base para negociação com o governo do Estado do Paraná.

Aprovadas pelos conselhos universitários de cada instituição, as propostas foram enviadas à APIESP que se encarregou de formular um documento único para envio ao governo do Estado. O texto final foi aprovado em reunião da entidade realizada em 5 de dezembro. No documento, os reitores destacam os elementos essenciais a serem considerados numa proposta de autonomia, enumerando itens como a autonomia didático-financeira; autonomia de gestão administrativa e financeira; pressupostos básicos; considerações quantos aos recursos financeiros; e ações urgentes do governo do Estado.

No item IV, os reitores observam que a construção da autonomia implicará num período de transição no triênio 2018/2020, com uma série de procedimentos a serem adotados a cada ano. Em 2018, por exemplo, estipulam que o orçamento das universidades será definido conforme o princípio constitucional, ou seja, aplicando-se os valores referentes a 2017, em valores reais, acrescidos em 2%, para fazer frente ao crescimento vegetativo da folha de pagamento. Entre outros procedimentos, pedem ainda, que ao final de 2017, no limite do orçamento aprovado para cada instituição, o governo do Estado desbloqueie os orçamentos de instituições nessa condição e encaminhe ao Legislativo projeto de lei elaborado pela SETI, com o objetivo de assegurar o TIDE como regime de trabalho.

VEJA A ÍNTEGRA DO DOCUMENTO AQUI

Nota APIESP – Sobre Embargos de Declaração

A Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (APIESP) informa que interpôs, no último dia 11 de agosto, Embargo de Declaração junto ao Tribunal de Conta do Estado do Paraná, na qualidade de interessada, em razão da publicação do Acórdão 3419/17, que ratificou o entendimento do Acórdão 2847/2016, com vistas a obter melhores e maiores esclarecimentos sobre a aplicabilidade do referido acórdão, que trás no seu bojo significativas alterações nos procedimentos relativos ao Regime  de Tempo Integral de Dedicação Exclusiva- TIDE para os docentes das IEES, sobremaneira os que estão em fase de aposentadoria.

Congresso Técnico da Apiesp discute autonomia universitária

A Associação Parananense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp) promoveu no Campus Santa Cruz da Unicentro o II Congresso Técnico da entidade, com o objetivo de discutir o tema da autonomia universitária. A programação do evento contou com a palestra de Marcus Tomasi, reitor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Em sua fala o professor discorreu sobre a autonomia universitária a partir da experiência da própria Udesc que, em 1991, adotou o novo modelo de gestão. “Hoje nós temos uma condição de autonomia, sobretudo, orçamentária e financeira. Foi todo um trabalho de mobilização, assim como eu percebo que aqui, e em outras instituições estaduais, está ocorrendo”.

Outro convidado que trouxe uma experiência de autonomia universitária foi o reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), professor Sandro Valentini. Ele explicou que as três universidades estaduais paulistas – USP (Universidade de São Paulo), Unicamp (Universidade de Campinas) e Unesp – foram as primeiras instituições de ensino superior públicas do Brasil a adotar o sistema, ainda na década de 1980. “Nós conquistamos autonomia universitária em 1989. Ou seja, a autonomia é prevista na Constituição Federal de 1988 e já em no ano seguinte, por um decreto do Governador a época, nós já a havíamos conquistado”, explica Sandro.

O evento realizado na Unicentro é um desdobramento do I Congresso Técnico da Apiesp, promovido em 2015 na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Na ocasião, foi aprovada a criação de nove câmaras temáticas com o objetivo de aproximar as experiências das sete universidades públicas estaduais paranaenses. Agora, durante o II Congresso, as câmaras foram instaladas e os representantes se reuniram para definir de que maneira os trabalhos serão desenvolvidos.

O reitor da Unicentro e atual presidente da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais), professor Aldo Nelson Bona destacou que a ideia de instalar câmaras técnicas na Apiesp partiu de uma experiência bem sucedida na própria entidade nacional. “As câmaras são uma forma de fazer com que o trabalho das nossas universidades aproximem-se cada vez mais, as experiências sejam cada vez mais compartilhadas e, dessa forma, possamos fortalecer e qualificar cada vez mais o nosso sistema”, ressaltou. Dentre as nove câmaras, a Unicentro fica com a coordenação de duas, a de Relacionamento com a Mídia e, também, a de Administração, Finanças e Legislação.

Quem também participou e acompanhou de perto as discussões foi o Secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, João Carlos Gomes. Ele destacou a importância da Apiesp promover um evento sobre a autonomia universitária e elencou como um dos principais desafios definir um modelo que contemple as expectativas do governo, das universidades e também da sociedade. “O nosso sistema é diferente de todos os outros sistemas estaduais do Brasil. A nossa capilaridade, o número de universidades estaduais, o tamanho do nosso sistema, ele é complexo. Então, o grande desafio, nesse momento, é definir qual o modelo. Por isso, a discussão que nós estamos iniciando hoje aqui”, argumentou.

O presidente da Apiesp, reitor Carlos Luciano Sant’Anna Vargas, enfatizou que o congresso é uma oportunidade de reunir os representantes das universidades públicas estaduais para encaminhar, da melhor maneira possível, questões de grande interesse para as instituições de ensino superior e para a sociedade paranaense. “Em tempos de crise, nós, enquanto entidade representativa, temos que assumir papeis de mais relevância. Nós temos que, com o apoio dos reitores, dar os encaminhamentos a essas questões todas e isso faz com que a gente tenha que assumir mais responsabilidades. Por isso, a importância de nós estarmos reunidos e aproveitarmos a oportunidade para ter uma visão melhor da forma de encaminhamento dessas questões todas”, explicou.

Atualmente, no Brasil, apenas as universidades estaduais de São Paulo e a Udesc exercitam a chamada autonomia universitária. Experiências das décadas de 1980 e 1990 que podem auxiliar no desenho do novo modelo que poderá vir a ser adotado pelo estado do Paraná. “Acho que essa discussão é um exercício muito importante. Deixo os meus parabéns para os organizadores. Coletar sugestões em um debate como esse é fundamental pra que se desenhe um modelo bastante interessante aqui para o estado”, declarou o reitor da Unesp, Sandro Valentini.

fonte: www.unicentro.br