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O dever de informar: a relevância das Universidades Estaduais durante a pandemia

No dia 6 de outubro, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) publicou em seu site oficial, no setor de notícias, uma matéria intitulada “Decisão do TCE afastou risco de bloqueio de repasses de R$ 2 bilhões ao Paraná”.

O conteúdo publicado é pouco esclarecedor e leva o leitor a acreditar que as Universidades Estaduais teriam praticado atos de aumento de despesas, colocando o Estado do Paraná em risco de perder o direito de receber o auxílio do Governo Federal para o enfrentamento das consequências da pandemia.

Quanto ao Tribunal de Contas fazer seu trabalho de verificação do que lhe compete não há nada a contrapor, mas não se pode aceitar passivamente que publique “notícias” que não espelham adequadamente o trabalho feito pelo órgão.

Quem ler a notícia no site ficará com a sensação de que o TCE-PR salvou a sociedade paranaense das consequências de uma prática absurda das universidades, que teriam ampliado despesas contrariando a Lei Complementar 173/2020, lei essa que estabeleceu as condições para que Estados e Municípios pudessem se beneficiar do auxílio emergencial do Governo Federal aos entes federados.

É a lógica narrativa de preterir o dever de informar em favor do desejo de causar impacto e promover o espetáculo do herói que salva a nação das práticas corruptas dos bandidos. Isso virou moda, porque gera adesão.

É importante esclarecer os fatos. O Governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa, ALEP, uma proposta de lei para regularizar as estruturas administrativas das Universidades Estaduais e seus Hospitais Universitários. Tais estruturas nunca tinham sido plenamente criadas por lei, o que configurava irregularidade. Destaque-se que o próprio TCE-PR vinha apontando tal irregularidade há bastante tempo.

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou por unanimidade a proposta do governo. Ressalte-se: unanimidade! Daí resultou a Lei 20.225/2020.

O TCE-PR, com o intuito de avaliar adequadamente se a referida lei gera impacto ao orçamento estadual, decidiu solicitar explicações ao Governo do Estado e, cautelarmente, em face de um processo de Tomada de Contas Extraordinária, decidiu determinar que o governo e as universidades se abstivessem de implantar o que está previsto na lei, até que se compreenda adequadamente a questão.

Foi a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) a responsável por coordenar o processo de proposição da proposta de lei, e o fez envolvendo todas as Universidades Estaduais no debate e considerando contribuições da própria ALEP no processo.

Discussão extremamente difícil porque mexeu com a realidade das IEES redistribuindo cargos entre as instituições, provendo funções aos Hospitais Universitários e para as duas universidades mais novas (UENP e UNESPAR), uniformizando valores pagos por funções e, ainda assim, promovendo uma diminuição de 480 cargos em relação ao quantitativo anteriormente existente; gerando assim uma economia superior a R$ 16.000.000,00 (dezesseis milhões de reais), em comparação com o orçamento de 2019.

Na construção da proposta conseguimos estabelecer uma equidade entre as instituições, uniformizando padrões de cargos e remunerações, além de regularizar a atribuição do Regime de Dedicação Exclusiva para servidores que ocupam funções estratégicas. O próprio Tribunal de Contas, num acórdão de 2019, recomendou ao Governo que resolvesse definitivamente, por lei, a questão dos cargos nas universidades. É o que fizemos.

Nossas universidades desempenham um importante papel para o desenvolvimento social e econômico do Estado e, em especial no período de pandemia. Estão realizando relevante trabalho em favor da população, de modo que não é justo produzir conteúdos que induzem o cidadão a pensar que as universidades estão alheias aos problemas da pandemia e, ainda, qualificar esses conteúdos como notícias.

CORONAVÍRUS

Quero destacar as palavras do Professor Júlio Damasceno, Magnífico Reitor da Universidade Estadual de Maringá, ao tomar conhecimento da matéria divulgada no site do TCE-PR. “A única relação das universidades com a pandemia é de muito trabalho e compromisso com a população. Situar as universidades como instituições que colocaram em risco o repasse de recursos federais para o Paraná é um despropósito”.

Desde o mês de março, imediatamente após o Governo do Estado do Paraná anunciar as medidas para o enfrentamento da pandemia, as Universidades Estaduais do Paraná passaram a construir diversas soluções para enfrentar as dificuldades na área da saúde e da economia.

Desenvolveram planos de contingência e controle da propagação do vírus; produziram, em seus laboratórios, grandes quantidades de álcool em gel, máscaras escudo de proteção e outros equipamentos que foram disponibilizados gratuitamente; buscaram e receberam habilitação do Laboratório Central do Paraná para aplicar testes moleculares da Covid-19; estabeleceram parceria com a Secretaria da Saúde para ampliar, consideravelmente, o número de leitos de enfermaria e UTI nos Hospitais Universitários de Maringá, Londrina, Ponta Grossa e do Oeste do Estado; empreenderam atividades remotas em seus cursos de graduação para minimizar o prejuízo acadêmico, em consequência da suspensão das aulas presenciais; elaboraram planos de auxílio econômico e tecnológico para atender aos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica; desenvolveram inúmeras pesquisas na busca da compreensão da pandemia e do seu enfrentamento; entre tantas outras ações que poderiam ser destacadas.

A mais visível das ações é, sem dúvida, o programa extensionista desenvolvido em parceria entre a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), a Secretaria da Saúde, a Fundação Araucária e a Itaipu Binacional que oportuniza a atuação de mais de 1.000 pessoas, entre profissionais e estudantes da área da saúde, coordenados por professores das universidades, em diferentes municípios do Paraná para enfrentar a Covid19.

Trata-se de uma ação pioneira e referência no Brasil, pois resultou na instalação de call centers e plataformas de telesaúde e telepsicologia; desenvolveu o monitoramento da entrada e saída de pessoas em barreiras sanitárias nas divisas do Estado (observe-se que mesmo situado entre São Paulo e Santa Catarina, o Paraná tem índices de incidência da COVID-19 muito inferiores aos estados vizinhos); reforçou as ações de monitoramento, prevenção e tratamento da Covid-19 com pessoas privadas de liberdade no Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR); colaborou na coleta e manuseio das amostras de exames no Laboratório Central do Estado (Lacen); apoiou o trabalho do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS); apoiou o trabalho da Polícia Científica e o atendimento ao público em diversas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e no Complexo Hospital do Trabalhador (CHT).

Para além do trabalho diretamente com a pandemia, os pesquisadores das Universidades Estaduais desenvolveram estudos identificando aspectos estratégicos para estimular a recuperação econômica em todo o território paranaense. Tais pesquisas serviram de base para a construção da estratégia de integração Universidade/Empresa como um dos itens da Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, proposta pela Seti.

Muito se poderia dizer a respeito do papel importante e da atuação positiva da comunidade acadêmica do Paraná no contexto da pandemia. O que destacamos aqui foi apenas para fazer frente à desinformação causada com o ímpeto de gerar ‘notícias’ que privilegiam o espetáculo em detrimento do dever de informar. A atuação cuidadosa dos órgãos de controle, como o TCE-PR, é de fundamental importância para a sociedade e deve sempre ser respeitada. Os pontos de vista divergentes devem ser apresentados com o devido respeito e a adoção de verdades absolutas, deve ser sempre relativizada, por quem tem o dever de informar.

Professor Aldo Nelson Bona

Superintendente Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná.

APIESP se manifesta contrária a cenário de escolha de dirigentes das Universidades Federais

As Universidades Estaduais do Paraná possuem longa tradição de escolha direta de seus Reitores e Reitoras. Essa tradição, assentada em princípios democráticos, ocorre desde a década de 1980, período que coincide com o processo de redemocratização do País. Na defesa desses valores, as comunidades universitárias – a saber, Estaduais e Federais – tiveram participação efetiva, por meio da representação de seus estudantes, servidores técnicos e docentes.

 Imersas nesse contexto, as Instituições de Ensino Superior almejaram a consolidação de suas democracias internas. O artigo 207 da Constituição Federal, fruto e vitória de um grande movimento realizado pelas próprias Instituições, concede às Universidades Públicas Brasileiras o princípio da Autonomia Universitária, que assegura, dentre outros importantes aspectos, a escolha direta de seus dirigentes máximos.

Nos últimos anos, uma escalada de tensões políticas e ideológicas tem forçado as barreiras da convivência democrática no Brasil. Nesse período, observou-se, também, uma tentativa de esgotamento das instituições democráticas, que procuram, cada uma a sua maneira, contribuir com o desenvolvimento do País.

Ainda nesse contexto, governantes, resguardados por prerrogativas legais, colocam-se contrários ao exercício pleno da tradição democrática das Universidades Públicas Brasileiras, contrariando os princípios defendidos pelas Instituições.

A Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (APIESP), que congrega as sete Universidades Estaduais do Paraná, reconhece e defende as decisões democráticas das Universidades Brasileiras, em seus respectivos pleitos eleitorais, por entender a importância e a legitimidade dos processos.

 A APIESP, frente às tradições da escolha direta dos dirigentes das Universidades Paranaenses, manifesta profunda preocupação com o cenário de escolha dos dirigentes das Universidades Federais Brasileiras. Os membros dessa Associação defendem a nomeação do primeiro colocado no processo de escolha direta realizado pelas comunidades universitárias das Universidades Federais Brasileiras.

APIESP SE MANIFESTA CONTRA A EXTINÇÃO DAS GRATIFICAÇÕES A CHEFES DE DEPARTAMENTOS E COORDENADORES DE CURSOS DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO PARANÁ

A APIESP tomou conhecimento da Instrução nº 52/2020 do Tribunal de Contas do Estado do Paraná na qual consta como interessados diversas autoridades públicas do Estado, dentre elas a Reitora e os Reitores das sete Universidades Estaduais Paranaenses.

O objetivo primordial da referida Instrução é requerer nova liminar complementar proibindo de praticarem quaisquer alterações trazidas pela Lei nº20.225/2020 que gerem aumento de despesas, especificamente, não implementando as Gratificações de Representação Acadêmica (GRA). Importante ressaltar que a nova solicitação da sétima inspetoria teve por base a análise isolada de uma universidade, desconsiderando, portanto, a análise global do impacto financeiro no conjunto das sete universidades. Tal ação, descaracteriza o princípio fundamental da referida Lei que tem por escopo a redistribuição equânime dos cargos sem produzir, no conjunto, impactos financeiros.

As GRAs vêm substituir as Funções Acadêmicas que os Professores Chefes de Departamentos, Coordenadores de Cursos de Graduação, Coordenadores de Residências Médicas e Multiprofissionais ou Coordenadores de Cursos de Mestrado e Doutorado recebiam ao exercerem essas funções de gestão acadêmica.

A Lei garante aos ocupantes de tais funções que continuem recebendo os valores anteriormente fixados até o término dos respectivos mandatos. O Legislador teve o cuidado de garantir uma regra de transição, pois ela evita possíveis ações judiciais contra a irredutibilidade de vencimentos.

Ressalta-se que todos os docentes ocupados com os encargos de gestão acadêmica recebiam valores maiores que as GRAs, antes da Lei nº 20.225/2020. Ao representarem valores menores, as GRAs ao serem aplicadas em sua plenitude provocam redução das despesas públicas com a gestão acadêmica nas Universidades.

O Legislador, ao colocar tal regra de transição, não evitou apenas ações judiciais. Cuidou também, e muito acertadamente, garantir uma transposição de quadro de cargos sem sobressaltos nas estruturas administrativas das Instituições. As funções de gestão acadêmica, ocupadas pelos docentes, é o coração da Administração das Universidades.

Sem as GRAs ou a regra de transição prevista na Lei, haverá uma horizontalização na estrutura de comando acadêmico, não desejada pelas Instituições, muito menos pelo Poder Legislativo ou o Poder Executivo, proponente e sancionador da Lei. O prejuízo público é evidente.

Nesse momento, todas as IEES vêm adotando alternativas pedagógicas de ensino não presencial, causando sobrecarga às Chefias de Departamento e Coordenações de Cursos de Graduação. As Residências Médicas e Multiprofissionais formam e dão suporte imprescindível às ações de Saúde.

Além disso, há também sobrecarga nos Programas de Mestrado e Doutorado, responsáveis pela formação de mestre e doutores. Estes impulsionam a pesquisa e inovação no Estado e no País, que em grande parte se volta ao combate da pandemia do novo Coronavírus. São cerca de 860 docentes em todo o Paraná.

Diante dessa grave ameaça à estrutura de administração acadêmica das nossas Universidades, a APIESP vem demonstrar profunda preocupação. Todos os esforços por parte desta Associação serão envidados para convencer o TCE e demais instâncias jurídicas e administrativas do Estado do Paraná sobre o perigo iminente às Instituições que a não adoção da Lei implica.

Diante dessa grave ameaça à estrutura de administração acadêmica das nossas Universidades, a APIESP vem demonstrar profunda preocupação. Todos os esforços por parte desta Associação serão envidados para convencer o TCE e demais instâncias jurídicas e administrativas do Estado do Paraná sobre o perigo iminente às Instituições que a não adoção da Lei implica.

Universidades têm quantitativo de horas aprovado pelo Governo

A Comissão de Política Salarial (CPS), do Governo do Paraná, aprovou na segunda-feira, 29, o quantitativo de horas para docentes temporários das sete universidades estaduais. A autorização de contratação dos professores foi divulgada após reunião em Curitiba, na última quinta-feira, 25, em que se discutiram questões administrativas, com justificativas pertinentes às necessidades de cada Universidade.

A Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp) destaca o papel relevante do superintendente da Seti, professor Aldo Bona, e do Secretário Reinold Stephanes, na condução e mediação das tratativas junto aos demais setores do Governo para, com as Universidades, superar esta dificuldade e garantir a atividade docente para o encerramento de 2019.

A Apiesp reafirma a disposição de continuar o diálogo permanente para manutenção e crescimento das Universidades Públicas do Paraná.

PESQUISA APONTA IMPACTO REGIONAL DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS DO PARANÁ

 

Estudo realizado pelas Universidades Estaduais do Paraná aponta que cada real investido nas instituições de ensino superior retorna multiplicado por quatro para as economias locais. Com base na pesquisa, os atuais R$ 2,5 bilhões previstos pelo orçamento do governo estadual para as IES em 2019 retornam multiplicados para os mercados regionais.
A professora doutora Augusta Pelinski Raiher, do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Ponta Grossa, organizou a obra “As Universidades Estaduais e o Desenvolvimento do Paraná”. O livro traz os resultados do estudo que, com a colaboração de pesquisadores de todas as IES, avaliou o impacto das instituições de Ensino Superior (IES) no desenvolvimento regional.
A pesquisa foi realizada com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), Unidade Gestora do fundo do Paraná (UGF) e Fundação Araucária, e envolveu pesquisadores da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (UNICENTRO), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade do Oeste do Paraná (UNIOESTE) e Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES).
Na análise de curto prazo, a pesquisa, realizada em 2016, identificou o impacto imediato na estrutura produtiva do Paraná. “O incentivo dado à educação pública induz a produção, emprego e renda, promovendo o crescimento econômico. Compras de materiais, serviços contratados, realizados localmente, e renda dos servidores significam injeção dinheiro no mercado. Ter uma universidade significa movimentar a economia”, ressalta Pelinski. “Quando comparada a outros setores da economia, a educação pública mostrou-se um setor chave no que se refere ao salário médio, ao multiplicador de produção e à geração de postos de trabalho”, complementa.
Fátima Aparecida da Cruz Padoan, presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp), afirma que as Universidades Estaduais do Paraná são protagonistas no desenvolvimento econômico do Estado, pois sensibilizam para ações inovadoras, influenciando o ambiente empresarial. No setor industrial, a pesquisa aponta que quanto maior o investimento realizado nas universidades estaduais, maior tende a ser a especialização produtiva das indústrias localizadas nestas cidades e regiões.

Outro impacto das universidades na economia das cidades são os gastos dos estudantes. Bolsistas de Residência Médica e Multiprofissional, somente no Hospital Universitário da UEPG, retornam R$ 5 milhões por ano para a economia local. São cerca de 130 profissionais que recebem R$ 3.303,43 por mês. “Esses valores são destinados a alugueis de apartamentos e quitinetes, compras em mercados, além de gastos com alimentação e outros serviços”, afirma o vice-reitor da UEPG, Everson Krum.

Transbordamento regional
Pelinski enfatiza que o município que detém uma universidade promove um transbordamento de efeitos para os municípios do entorno. “Quando se tem uma Universidade, por exemplo, em Ponta Grossa, não só o município se beneficia com efeito no seu desenvolvimento, mas também cidades vizinhas como Palmeira, Carambeí, Castro, Ipiranga”.
De acordo com o estudo, mais de 90% da mão-de-obra formada pelas universidades estaduais reside e atua no Paraná. “Uma universidade afeta o bem-estar da população das regiões onde atua”, diz Pelinski. Na área da saúde, considerando-se dados de 2018, os Hospitais das Universidades Estaduais de Maringá, de Londrina e de Ponta Grossa realizaram, juntos, 310 mil atendimentos. “É como se a população inteira de uma grande cidade do porte de Maringá ou Ponta Grossa fosse atendida pelos nossos hospitais universitários”, afirma o reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto.
“O HU-UEPG beneficia pacientes de 12 municípios. O Hospital mudou todo o cenário da saúde dos Campos Gerais. Pacientes que antigamente teriam que ser atendidos em Curitiba ou na região metropolitana, hoje são atendidos em Ponta Grossa”, acentua Tatiana Menezes Cordeiro, diretora geral do HU-UEPG.
Agnes Lacerda (17) sofreu acidente numa fazenda em Carambeí no início do ano. Atendida na emergência do HU-UEPG, desde então, realiza todo tratamento de fisioterapia, ortopedia, cirurgia plástica e psicologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A estudante relata que estava consciente quando recebeu a informação que seria encaminhada para o HU. “Foi um alívio porque sempre soube da qualidade do atendimento do hospital. O fato de ser um hospital universitário sem dúvidas o diferenciado pela quantidade de profissionais, médicos e residentes de várias áreas que realizam o atendimento com mais atenção ao paciente”, conta.
O complexo de saúde da Universidade Estadual de Maringá atende cerca de 60 mil pessoas anualmente, pacientes oriundos de 115 Municípios do Paraná, vinculados à 15ª Regional de Saúde. O complexo da UEM é composto por Universitário Regional de Maringá (HUM), Clínica Odontológica, Unidade de Psicologia Aplicada (UPA), Laboratório de Ensino e Prática em Análises Clínicas (Lepac) e Farmácia Ensino.
Ainda em relação ao impacto na saúde, somente o HU da Universidade Estadual de Londrina foi responsável pelo atendimento a 180 mil pacientes, enquanto outros 83 mil receberam tratamento na Clínica Odontológica da instituição. Na Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), a Clínica Escola de Fisioterapia (Cefisio) realizou, em 2018, 18 mil atendimentos gratuitos. Já a Farmácia Escola e o Laboratório de Análises Clínicas Escola da instituição realizaram 8 mil atendimentos, em média.
Números semelhantes de atendimentos gratuitos na área da saúde também podem ser verificados na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). A Clínica de Fisioterapia da instituição realizou, no último ano, mais 18 mil atendimentos, e a Clínica de Odontologia atendeu a cerca de 8 mil pessoas no mesmo período.

Extensão
Somadas as regiões Norte, Centro-Sul e Campos Gerais, mais de 1 milhão de pessoas são beneficiadas com ações extensionistas das Universidades Estaduais de Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Unicentro e Estadual do Norte do Paraná. “Por meio do ensino, da produção científica e de programas e projetos de extensão, nossas Instituições contribuem para atenuar desigualdades, com vistas ao desenvolvimento sustentável de nossas comunidades regionais, com a perspectiva de ampliar o bem-estar das pessoas”, afirma a presidente da Apiesp, Fátima Padoan.
Na UEPG, as ações de extensão nas áreas cultural e social impactam mais de 110 mil pessoas. A Incubadora de Empreendimentos Solidários (IESOL), um dos 25 programas de extensão da instituição, organiza empreendimentos econômicos solidários de artesanato, separação e triagem de material reciclável, jardinagem e agricultura familiar. Kamila Sobko, que ministrou parte do curso Economia Solidária e Tecnologia Social, explica que a incubadora tem função social. “Além das incubações, a IESOL tem um trabalho efetivo e mostra seus resultados, tendo uma trajetória de presença na universidade e comunidade”, afirma.

Metodologia
O estudo foi realizado a partir de várias metodologias como insumo produto, estimativas econométricas e construção de indicadores. “Essas metodologias ratificam a relevância das universidades estaduais no desenvolvimento regional do Estado”, afirma Pelinski.

Inscrições para o Sinapse da Inovação Paraná são prorrogadas

Foi prorrogado até o dia 17 de maio o prazo de inscrições para o Programa de Incentivo ao Empreendedorismo Sinapse da Inovação. Promovido pelo Governo do Estado, por meio da Fundação Araucária e Celepar, com execução da Fundação CERTI e o apoio do SEBRAE e Sistema FIEP, já foram cadastrados cerca de 1700 participantes. As propostas de ideias inovadoras de todo o estado podem ser submetidas por meio do portal http://sinapsedainovacao.com.br/pr.

O Sinapse da Inovação tem como objetivo transformar e aplicar as boas ideias geradas por estudantes, pesquisadores e profissionais de diferentes setores do conhecimento e econômicos, em negócios de sucesso, oferecendo recursos financeiros e capacitações. Nesta primeira edição paranaense serão selecionadas até 100 ideias inovadoras que receberão até R$ 40 mil em subvenção econômica da Fundação Araucária e capacitação empreendedora para o desenvolvimento do produto e modelo de negócio.
Como funciona
O processo de seleção é composto por três fases eliminatórias. Na primeira fase, os interessados apresentam suas ideias de negócio e a equipe de trabalho. O objetivo é verificar se a ideia é inovadora, traz benefícios para a região e tem potencial de mercado. Passam para a segunda fase até 300 propostas em que os selecionados devem elaborar um projeto de empreendimento, detalhando o plano de negócio executivo, com o objetivo de demonstrar o potencial da ideia para gerar um bom negócio. A terceira fase, para a qual passam até 200 das propostas, consiste no desenvolvimento de um projeto de fomento, com apresentação detalhada do orçamento e do planejamento de execução do projeto. Em cada uma das fases de proposição e seleção os empreendedores recebem capacitação empreendedora para o desenvolvimento de seus projetos.
Ao final são selecionados até 100 projetos que se tornarão empresas e serão contemplados com a subvenção econômica. As empresas passarão pela etapa de pré-incubação do programa, em que durante 6 meses receberão suporte para o desenvolvimento dos seus produtos e modelo de negócio.
As inscrições para o Sinapse da Inovação Paraná podem ser feitas até o dia 17 de maio, no site www.sinapsedainovacao.com.br/pr .

Fundação Araucária contribui para o crescimento da produção científica nas universidades públicas

O Brasil praticamente dobrou sua produção científica do começo para o fim da primeira década do século XXI. E os números continuam aumentando. O último levantamento realizado mostra que de 2011-2016, foram publicados mais de 250 mil artigos na base de dados Web of Science em todas as áreas do conhecimento. Mais de 95% dessa produção científica do Brasil nas bases internacionais deve-se à capacidade de pesquisa de suas universidades públicas.
Os dados demonstram a importância do financiamento público feito por meio de instituições de fomento, como a Fundação Araucária, no desenvolvimento científico, tecnológico e na formação de pessoas.

Os números da última publicação feita por Clarivate Analytics a pedido da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), mostram que o Brasil ocupa 13ª posição na produção científica global (mais de 190 países).
“A Fundação Araucária tem sido um esteio ao desenvolvimento científico e tecnológico, por meio de financiamento de projetos de pesquisa. Também na formação de pessoas desde a graduação, com o incentivo à iniciação científica, até a pós-graduação com apoio aos programas de pós-graduação stricto sensu e com a concessão de bolsas de mestrado e doutorado”, afirmou o vice-presidente do Conselho Paranaense de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação, Amauri A. Alfieri.

Nos últimos quatro anos a Fundação investiu cerca de R$140 milhões somente nas universidades estaduais e federais do estado. “Os investimentos realizados pela instituição, com apoio do Fundo Paraná nos últimos anos, fortaleceram o Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e de Ensino Superior e colocaram o Paraná em uma posição de destaque no cenário nacional e internacional de pesquisa científica e tecnológica”, enfatizou o diretor geral da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona.
Ressaltou ainda que o apoio da Fundação Araucária para o desenvolvimento de projetos de pesquisa, realização de eventos de divulgação científica e principalmente para a formação de novos pesquisadores contribui, significativamente, para o avanço da ciência e o desenvolvimento da tecnologia. “A ação está focada, principalmente, no estímulo para a busca de solução para os problemas econômicos e sociais que afetam o desenvolvimento do estado”, completou Aldo.
O levantamento da Clarivate Analytics lista as 20 universidades que mais publicam (5 estaduais e 15 federais), das quais 5 estão na região Sul, 11 na região Sudeste, 2 na região Nordeste e 2 na Centro-Oeste. As áreas de maior impacto correspondem à agricultura, medicina e saúde, física e ciência espacial, psiquiatria, odontologia, entre outras.
O Conselho Paranaense de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação tem acompanhado as estatísticas relativas à produção científica brasileira e analisado os números do Paraná apresentados por meio de avaliações do desempenho das instituições públicas perante o desempenho global.
“Considerando a inserção de nossas universidades públicas e institutos de pesquisa em praticamente todos os rincões do estado observamos primeiro que, no conjunto, a produção científica do Paraná é muito boa e desponta tanto em termos quantitativos quanto, principalmente, qualitativos. Em algumas áreas do conhecimento o Paraná é um dos líderes atingindo ponto de corte superior à média mundial”, ressaltou Alfieri.
Segundo o Leiden Ranking entre as 20 universidades que mais publicam no Brasil não há nenhuma privada. Outro dado importante obtido na plataforma InCites da Universidade de São Paulo (USP), tomando por base o conjunto de registros da Web of Science, é que das 100 universidades brasileiras que mais publicaram artigos científicos no quinquênio 2014-2018, há 17 privadas. A melhor colocada é a PUC Paraná, em 37º lugar.

Universidades apresentam demandas a Governo Estadual

Reitores das sete Universidades Estaduais do Paraná se reuniram com o governador Ratinho Júnior na quarta-feira, 3 de abril, para apresentar as Instituições de Ensino Superior do Paraná (IES), com a perspectiva de estabelecer maior diálogo com o Governo. A reunião, intermediada pela Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (APIESP) e pelo líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Hussein Bakri, foi realizada no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

Durante a reunião, os reitores apresentaram os trabalhos realizados nas IES, acentuando a importância das Instituições para o desenvolvimento das regiões em que estão inseridas, com destaque para os municípios do interior do Estado. A presidente da APIESP, professora Fátima Padoan, reitora da UENP, entregou ao governador documento que resume o trabalho de cada uma das sete Universidades Estaduais, e apresenta informações sobre pesquisa, serviços, ações de extensão e atendimento à comunidade.

“Nossas Universidades são fundamentais para o desenvolvimento do Estado e temos cumprido essa missão. Queremos contribuir ainda mais para auxiliar na melhoria da qualidade de vida das pessoas, por isso buscamos essa agenda com o governador, a fim de apresentar as Universidades, ressaltando a importância das IES para todo o Paraná”, disse a presidente da Apiesp.

O governador Ratinho Junior destacou a importância das Universidades para o Estado e que pretende realizar um governo mais aberto e próximo às Universidades. “Meu convite é para que a gente possa pensar juntos o Paraná. Não sou eu sozinho quem vou fazer do Paraná o Estado mais moderno do Brasil. Temos centenas de mestres e doutores, com muito conhecimento, que podem nos ajudar a pensar o desenvolvimento regional, principalmente as questões econômicas e sociais”, afirmou Ratinho Junior. “Os reitores têm papel de liderança e podem conduzir ações que fortaleçam o crescimento de municípios e regiões. Portanto, queremos mais eficiência, criatividade e novas ideias que possam melhorar a vida das pessoas”, disse.

O reitor da UEL e atual vice-presidente da APIESP, Sérgio Carvalho, afirmou que as sete Universidades, enquanto autarquias públicas, impactam diretamente na vida da população mais carente, pois oferecem ensino superior público gratuito, além de centenas de serviços nas áreas de saúde e assistência social por meio de projetos de extensão universitária.

“O governo tem grandes desafios e nós queremos estar lado a lado”, discursou o reitor da UEL. Ele destacou a necessidade do governo do Paraná estabelecer um marco regulatório que normatize a prestação de serviços das Instituições Públicas de Ensino Superior. Esta modificação legal poderá dar maior agilidade para que as Universidades realizarem a tão propalada inovação, transformando o conhecimento gerado nos laboratórios em produtos e novos serviços.

O deputado estadual Hussein Bakri definiu o encontro como um esforço de aproximação entre as Instituições e o governo estadual. “O governo quer ampliar o diálogo e esta é uma primeira visita para ouvir demandas e estabelecer o canal de comunicação efetivo”, disse.
Para o futuro superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, essa primeira reunião com o governador foi importante para breves relatos dos reitores e para que eles pudessem conhecer o que o governo espera. “Queremos fazer um trabalho de estreita cooperação e de construção conjunta, visando utilizar esse capital intelectual e científico que temos nas instituições a serviço da população e do desenvolvimento regional”, disse.

03/04/2019 – Governador Carlos Massa Ratinho Junior, recebe reitores das universidades do Paraná.
Foto Gilson Abreu/Anpr

Apiesp busca ampliar diálogo com Assembleia Legislativa

A Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (APIESP), representada pelos reitores das sete universidades estaduais do Paraná, reuniu-se na quarta-feira, 3 de abril, com deputados estaduais, no auditório da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALEP. Proposta pelo líder do Governo, deputado Hussein Bakri (PSD), a troca de experiências e colaborações contou com as presenças do presidente do Legislativo, deputado Ademar Traiano (PSDB) e do primeiro secretário, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB).

“O passado de enfrentamento e desgastes das Universidades com o Governo e a Assembleia ficou para trás. Há um desejo enorme da nossa parte em dialogar e, aproveitando esse novo ambiente, colocar a expertise do ensino superior a serviço do desenvolvimento do estado e dos municípios”, destacou Hussein Bakri.

Para a reitora da UENP, Fátima Aparecida da Cruz Padoan, que preside a APIESP, é preciso manter esforços pelo trabalho em rede da estrutura universitária. “Juntas, as universidades poderão contribuir para o planejamento do Governo do estado, focado na inovação tecnológica. As universidades entendem que devem estar à frente deste processo, por isso queremos demonstrar nossos potenciais também aos deputados”, destacou.
De acordo com o superintendente para Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, “busca-se construir uma nova relação das universidades com o Poder Legislativo, valorizando o potencial delas na execução de políticas públicas em todo o estado”, afirmou, destacando a participação dos 32 campi presenciais em municípios paranaenses, mais os polos de educação a distância e projetos financiados.

Participaram da reunião os os deputados: Alexandre Amaro (PRB), Arilson Chiorato (PT); Coronel Lee (PSL); Emerson Bacil (PSL); Evandro Araújo (PSC); Goura (PDT); Soldado Fruet (PROS); Nelson Luersen (PDT); Marcio Pacheco (PDT); e Tercilio Turini (PPS). Representando o Governo do Estado, o superintendente para Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.

Representando as Universidades, participaram os reitores Fátima Padoan, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP); Sérgio Carlos de Carvalho, da Universidade Estadual de Londrina (UEL); Júlio Cesar Damasceno, da Universidade Estadual de Maringá (UEM); Miguel Sanches Neto, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Antonio Carlos Aleixo, da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR); Osmar Ambrósio de Souza, na Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO); e Paulo Sergio Wolff, da Universidade Estadual do Oeste (UNIOESTE).

Reunião
Após apresentação no auditório da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALEP, os reitores das sete Universidades se reuniram com o deputado estadual Emerson Bacil. Durante a reunião, o parlamentar, que é presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da Assembleia Legislativa, manifestou interesse em trabalhar em conjunto com as IES para fomento da pesquisa no Paraná.

 

Representantes das IEES se reúnem para discutir aspectos estruturais das Universidades

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Pró-reitores, prefeitos de campus, diretores, assessores e técnicos, representando as sete Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES), reuniram-se na sala do Conselho Universitário da Universidade Estadual de Maringá (UEM) na quarta-feira, 27 de fevereiro. A pauta da reunião envolveu questões de infraestrutura dos campi, plano de prevenção de incêndio e pânico, regularizações imobiliárias, dentre outros assuntos relacionados.

Dentre os fatores considerados durante as discussões, os representantes das instituições debateram a ausência e a deficiência de planos de segurança contra incêndio e pânico e as exigências legais relacionadas a estes planos; os desafios financeiros e logísticos para a elaboração e a implantação das respectivas estratégias de segurança contra incêndio e pânico.

Discutiu-se também a questão das brigadas de incêndio e sua implantação nas universidades, a necessidades de ampliação de quadros técnicos e linhas de fomento que possibilitem às IEES encarar as carências estruturais conforme as normas técnicas, dentre outros temas correlatos.

Como resultado dos debates, os representantes concordaram em recomendar à APIESP a criação de um Fórum Permanente de Planejamento do Espaço Físico e Territorial das IEES Paranaenses, para elaborar estratégias relacionadas às demandas estruturais e em cumprimento às normas presentes no Parecer CEE/CES 53/18.