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PESQUISA APONTA IMPACTO REGIONAL DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS DO PARANÁ

 

Estudo realizado pelas Universidades Estaduais do Paraná aponta que cada real investido nas instituições de ensino superior retorna multiplicado por quatro para as economias locais. Com base na pesquisa, os atuais R$ 2,5 bilhões previstos pelo orçamento do governo estadual para as IES em 2019 retornam multiplicados para os mercados regionais.
A professora doutora Augusta Pelinski Raiher, do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Ponta Grossa, organizou a obra “As Universidades Estaduais e o Desenvolvimento do Paraná”. O livro traz os resultados do estudo que, com a colaboração de pesquisadores de todas as IES, avaliou o impacto das instituições de Ensino Superior (IES) no desenvolvimento regional.
A pesquisa foi realizada com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), Unidade Gestora do fundo do Paraná (UGF) e Fundação Araucária, e envolveu pesquisadores da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (UNICENTRO), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade do Oeste do Paraná (UNIOESTE) e Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES).
Na análise de curto prazo, a pesquisa, realizada em 2016, identificou o impacto imediato na estrutura produtiva do Paraná. “O incentivo dado à educação pública induz a produção, emprego e renda, promovendo o crescimento econômico. Compras de materiais, serviços contratados, realizados localmente, e renda dos servidores significam injeção dinheiro no mercado. Ter uma universidade significa movimentar a economia”, ressalta Pelinski. “Quando comparada a outros setores da economia, a educação pública mostrou-se um setor chave no que se refere ao salário médio, ao multiplicador de produção e à geração de postos de trabalho”, complementa.
Fátima Aparecida da Cruz Padoan, presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp), afirma que as Universidades Estaduais do Paraná são protagonistas no desenvolvimento econômico do Estado, pois sensibilizam para ações inovadoras, influenciando o ambiente empresarial. No setor industrial, a pesquisa aponta que quanto maior o investimento realizado nas universidades estaduais, maior tende a ser a especialização produtiva das indústrias localizadas nestas cidades e regiões.

Outro impacto das universidades na economia das cidades são os gastos dos estudantes. Bolsistas de Residência Médica e Multiprofissional, somente no Hospital Universitário da UEPG, retornam R$ 5 milhões por ano para a economia local. São cerca de 130 profissionais que recebem R$ 3.303,43 por mês. “Esses valores são destinados a alugueis de apartamentos e quitinetes, compras em mercados, além de gastos com alimentação e outros serviços”, afirma o vice-reitor da UEPG, Everson Krum.

Transbordamento regional
Pelinski enfatiza que o município que detém uma universidade promove um transbordamento de efeitos para os municípios do entorno. “Quando se tem uma Universidade, por exemplo, em Ponta Grossa, não só o município se beneficia com efeito no seu desenvolvimento, mas também cidades vizinhas como Palmeira, Carambeí, Castro, Ipiranga”.
De acordo com o estudo, mais de 90% da mão-de-obra formada pelas universidades estaduais reside e atua no Paraná. “Uma universidade afeta o bem-estar da população das regiões onde atua”, diz Pelinski. Na área da saúde, considerando-se dados de 2018, os Hospitais das Universidades Estaduais de Maringá, de Londrina e de Ponta Grossa realizaram, juntos, 310 mil atendimentos. “É como se a população inteira de uma grande cidade do porte de Maringá ou Ponta Grossa fosse atendida pelos nossos hospitais universitários”, afirma o reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto.
“O HU-UEPG beneficia pacientes de 12 municípios. O Hospital mudou todo o cenário da saúde dos Campos Gerais. Pacientes que antigamente teriam que ser atendidos em Curitiba ou na região metropolitana, hoje são atendidos em Ponta Grossa”, acentua Tatiana Menezes Cordeiro, diretora geral do HU-UEPG.
Agnes Lacerda (17) sofreu acidente numa fazenda em Carambeí no início do ano. Atendida na emergência do HU-UEPG, desde então, realiza todo tratamento de fisioterapia, ortopedia, cirurgia plástica e psicologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A estudante relata que estava consciente quando recebeu a informação que seria encaminhada para o HU. “Foi um alívio porque sempre soube da qualidade do atendimento do hospital. O fato de ser um hospital universitário sem dúvidas o diferenciado pela quantidade de profissionais, médicos e residentes de várias áreas que realizam o atendimento com mais atenção ao paciente”, conta.
O complexo de saúde da Universidade Estadual de Maringá atende cerca de 60 mil pessoas anualmente, pacientes oriundos de 115 Municípios do Paraná, vinculados à 15ª Regional de Saúde. O complexo da UEM é composto por Universitário Regional de Maringá (HUM), Clínica Odontológica, Unidade de Psicologia Aplicada (UPA), Laboratório de Ensino e Prática em Análises Clínicas (Lepac) e Farmácia Ensino.
Ainda em relação ao impacto na saúde, somente o HU da Universidade Estadual de Londrina foi responsável pelo atendimento a 180 mil pacientes, enquanto outros 83 mil receberam tratamento na Clínica Odontológica da instituição. Na Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), a Clínica Escola de Fisioterapia (Cefisio) realizou, em 2018, 18 mil atendimentos gratuitos. Já a Farmácia Escola e o Laboratório de Análises Clínicas Escola da instituição realizaram 8 mil atendimentos, em média.
Números semelhantes de atendimentos gratuitos na área da saúde também podem ser verificados na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). A Clínica de Fisioterapia da instituição realizou, no último ano, mais 18 mil atendimentos, e a Clínica de Odontologia atendeu a cerca de 8 mil pessoas no mesmo período.

Extensão
Somadas as regiões Norte, Centro-Sul e Campos Gerais, mais de 1 milhão de pessoas são beneficiadas com ações extensionistas das Universidades Estaduais de Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Unicentro e Estadual do Norte do Paraná. “Por meio do ensino, da produção científica e de programas e projetos de extensão, nossas Instituições contribuem para atenuar desigualdades, com vistas ao desenvolvimento sustentável de nossas comunidades regionais, com a perspectiva de ampliar o bem-estar das pessoas”, afirma a presidente da Apiesp, Fátima Padoan.
Na UEPG, as ações de extensão nas áreas cultural e social impactam mais de 110 mil pessoas. A Incubadora de Empreendimentos Solidários (IESOL), um dos 25 programas de extensão da instituição, organiza empreendimentos econômicos solidários de artesanato, separação e triagem de material reciclável, jardinagem e agricultura familiar. Kamila Sobko, que ministrou parte do curso Economia Solidária e Tecnologia Social, explica que a incubadora tem função social. “Além das incubações, a IESOL tem um trabalho efetivo e mostra seus resultados, tendo uma trajetória de presença na universidade e comunidade”, afirma.

Metodologia
O estudo foi realizado a partir de várias metodologias como insumo produto, estimativas econométricas e construção de indicadores. “Essas metodologias ratificam a relevância das universidades estaduais no desenvolvimento regional do Estado”, afirma Pelinski.

Inscrições para o Sinapse da Inovação Paraná são prorrogadas

Foi prorrogado até o dia 17 de maio o prazo de inscrições para o Programa de Incentivo ao Empreendedorismo Sinapse da Inovação. Promovido pelo Governo do Estado, por meio da Fundação Araucária e Celepar, com execução da Fundação CERTI e o apoio do SEBRAE e Sistema FIEP, já foram cadastrados cerca de 1700 participantes. As propostas de ideias inovadoras de todo o estado podem ser submetidas por meio do portal http://sinapsedainovacao.com.br/pr.

O Sinapse da Inovação tem como objetivo transformar e aplicar as boas ideias geradas por estudantes, pesquisadores e profissionais de diferentes setores do conhecimento e econômicos, em negócios de sucesso, oferecendo recursos financeiros e capacitações. Nesta primeira edição paranaense serão selecionadas até 100 ideias inovadoras que receberão até R$ 40 mil em subvenção econômica da Fundação Araucária e capacitação empreendedora para o desenvolvimento do produto e modelo de negócio.
Como funciona
O processo de seleção é composto por três fases eliminatórias. Na primeira fase, os interessados apresentam suas ideias de negócio e a equipe de trabalho. O objetivo é verificar se a ideia é inovadora, traz benefícios para a região e tem potencial de mercado. Passam para a segunda fase até 300 propostas em que os selecionados devem elaborar um projeto de empreendimento, detalhando o plano de negócio executivo, com o objetivo de demonstrar o potencial da ideia para gerar um bom negócio. A terceira fase, para a qual passam até 200 das propostas, consiste no desenvolvimento de um projeto de fomento, com apresentação detalhada do orçamento e do planejamento de execução do projeto. Em cada uma das fases de proposição e seleção os empreendedores recebem capacitação empreendedora para o desenvolvimento de seus projetos.
Ao final são selecionados até 100 projetos que se tornarão empresas e serão contemplados com a subvenção econômica. As empresas passarão pela etapa de pré-incubação do programa, em que durante 6 meses receberão suporte para o desenvolvimento dos seus produtos e modelo de negócio.
As inscrições para o Sinapse da Inovação Paraná podem ser feitas até o dia 17 de maio, no site www.sinapsedainovacao.com.br/pr .

Fundação Araucária contribui para o crescimento da produção científica nas universidades públicas

O Brasil praticamente dobrou sua produção científica do começo para o fim da primeira década do século XXI. E os números continuam aumentando. O último levantamento realizado mostra que de 2011-2016, foram publicados mais de 250 mil artigos na base de dados Web of Science em todas as áreas do conhecimento. Mais de 95% dessa produção científica do Brasil nas bases internacionais deve-se à capacidade de pesquisa de suas universidades públicas.
Os dados demonstram a importância do financiamento público feito por meio de instituições de fomento, como a Fundação Araucária, no desenvolvimento científico, tecnológico e na formação de pessoas.

Os números da última publicação feita por Clarivate Analytics a pedido da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), mostram que o Brasil ocupa 13ª posição na produção científica global (mais de 190 países).
“A Fundação Araucária tem sido um esteio ao desenvolvimento científico e tecnológico, por meio de financiamento de projetos de pesquisa. Também na formação de pessoas desde a graduação, com o incentivo à iniciação científica, até a pós-graduação com apoio aos programas de pós-graduação stricto sensu e com a concessão de bolsas de mestrado e doutorado”, afirmou o vice-presidente do Conselho Paranaense de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação, Amauri A. Alfieri.

Nos últimos quatro anos a Fundação investiu cerca de R$140 milhões somente nas universidades estaduais e federais do estado. “Os investimentos realizados pela instituição, com apoio do Fundo Paraná nos últimos anos, fortaleceram o Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e de Ensino Superior e colocaram o Paraná em uma posição de destaque no cenário nacional e internacional de pesquisa científica e tecnológica”, enfatizou o diretor geral da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona.
Ressaltou ainda que o apoio da Fundação Araucária para o desenvolvimento de projetos de pesquisa, realização de eventos de divulgação científica e principalmente para a formação de novos pesquisadores contribui, significativamente, para o avanço da ciência e o desenvolvimento da tecnologia. “A ação está focada, principalmente, no estímulo para a busca de solução para os problemas econômicos e sociais que afetam o desenvolvimento do estado”, completou Aldo.
O levantamento da Clarivate Analytics lista as 20 universidades que mais publicam (5 estaduais e 15 federais), das quais 5 estão na região Sul, 11 na região Sudeste, 2 na região Nordeste e 2 na Centro-Oeste. As áreas de maior impacto correspondem à agricultura, medicina e saúde, física e ciência espacial, psiquiatria, odontologia, entre outras.
O Conselho Paranaense de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação tem acompanhado as estatísticas relativas à produção científica brasileira e analisado os números do Paraná apresentados por meio de avaliações do desempenho das instituições públicas perante o desempenho global.
“Considerando a inserção de nossas universidades públicas e institutos de pesquisa em praticamente todos os rincões do estado observamos primeiro que, no conjunto, a produção científica do Paraná é muito boa e desponta tanto em termos quantitativos quanto, principalmente, qualitativos. Em algumas áreas do conhecimento o Paraná é um dos líderes atingindo ponto de corte superior à média mundial”, ressaltou Alfieri.
Segundo o Leiden Ranking entre as 20 universidades que mais publicam no Brasil não há nenhuma privada. Outro dado importante obtido na plataforma InCites da Universidade de São Paulo (USP), tomando por base o conjunto de registros da Web of Science, é que das 100 universidades brasileiras que mais publicaram artigos científicos no quinquênio 2014-2018, há 17 privadas. A melhor colocada é a PUC Paraná, em 37º lugar.

Universidades apresentam demandas a Governo Estadual

Reitores das sete Universidades Estaduais do Paraná se reuniram com o governador Ratinho Júnior na quarta-feira, 3 de abril, para apresentar as Instituições de Ensino Superior do Paraná (IES), com a perspectiva de estabelecer maior diálogo com o Governo. A reunião, intermediada pela Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (APIESP) e pelo líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Hussein Bakri, foi realizada no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

Durante a reunião, os reitores apresentaram os trabalhos realizados nas IES, acentuando a importância das Instituições para o desenvolvimento das regiões em que estão inseridas, com destaque para os municípios do interior do Estado. A presidente da APIESP, professora Fátima Padoan, reitora da UENP, entregou ao governador documento que resume o trabalho de cada uma das sete Universidades Estaduais, e apresenta informações sobre pesquisa, serviços, ações de extensão e atendimento à comunidade.

“Nossas Universidades são fundamentais para o desenvolvimento do Estado e temos cumprido essa missão. Queremos contribuir ainda mais para auxiliar na melhoria da qualidade de vida das pessoas, por isso buscamos essa agenda com o governador, a fim de apresentar as Universidades, ressaltando a importância das IES para todo o Paraná”, disse a presidente da Apiesp.

O governador Ratinho Junior destacou a importância das Universidades para o Estado e que pretende realizar um governo mais aberto e próximo às Universidades. “Meu convite é para que a gente possa pensar juntos o Paraná. Não sou eu sozinho quem vou fazer do Paraná o Estado mais moderno do Brasil. Temos centenas de mestres e doutores, com muito conhecimento, que podem nos ajudar a pensar o desenvolvimento regional, principalmente as questões econômicas e sociais”, afirmou Ratinho Junior. “Os reitores têm papel de liderança e podem conduzir ações que fortaleçam o crescimento de municípios e regiões. Portanto, queremos mais eficiência, criatividade e novas ideias que possam melhorar a vida das pessoas”, disse.

O reitor da UEL e atual vice-presidente da APIESP, Sérgio Carvalho, afirmou que as sete Universidades, enquanto autarquias públicas, impactam diretamente na vida da população mais carente, pois oferecem ensino superior público gratuito, além de centenas de serviços nas áreas de saúde e assistência social por meio de projetos de extensão universitária.

“O governo tem grandes desafios e nós queremos estar lado a lado”, discursou o reitor da UEL. Ele destacou a necessidade do governo do Paraná estabelecer um marco regulatório que normatize a prestação de serviços das Instituições Públicas de Ensino Superior. Esta modificação legal poderá dar maior agilidade para que as Universidades realizarem a tão propalada inovação, transformando o conhecimento gerado nos laboratórios em produtos e novos serviços.

O deputado estadual Hussein Bakri definiu o encontro como um esforço de aproximação entre as Instituições e o governo estadual. “O governo quer ampliar o diálogo e esta é uma primeira visita para ouvir demandas e estabelecer o canal de comunicação efetivo”, disse.
Para o futuro superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, essa primeira reunião com o governador foi importante para breves relatos dos reitores e para que eles pudessem conhecer o que o governo espera. “Queremos fazer um trabalho de estreita cooperação e de construção conjunta, visando utilizar esse capital intelectual e científico que temos nas instituições a serviço da população e do desenvolvimento regional”, disse.

03/04/2019 – Governador Carlos Massa Ratinho Junior, recebe reitores das universidades do Paraná.
Foto Gilson Abreu/Anpr

Apiesp busca ampliar diálogo com Assembleia Legislativa

A Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (APIESP), representada pelos reitores das sete universidades estaduais do Paraná, reuniu-se na quarta-feira, 3 de abril, com deputados estaduais, no auditório da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALEP. Proposta pelo líder do Governo, deputado Hussein Bakri (PSD), a troca de experiências e colaborações contou com as presenças do presidente do Legislativo, deputado Ademar Traiano (PSDB) e do primeiro secretário, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB).

“O passado de enfrentamento e desgastes das Universidades com o Governo e a Assembleia ficou para trás. Há um desejo enorme da nossa parte em dialogar e, aproveitando esse novo ambiente, colocar a expertise do ensino superior a serviço do desenvolvimento do estado e dos municípios”, destacou Hussein Bakri.

Para a reitora da UENP, Fátima Aparecida da Cruz Padoan, que preside a APIESP, é preciso manter esforços pelo trabalho em rede da estrutura universitária. “Juntas, as universidades poderão contribuir para o planejamento do Governo do estado, focado na inovação tecnológica. As universidades entendem que devem estar à frente deste processo, por isso queremos demonstrar nossos potenciais também aos deputados”, destacou.
De acordo com o superintendente para Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, “busca-se construir uma nova relação das universidades com o Poder Legislativo, valorizando o potencial delas na execução de políticas públicas em todo o estado”, afirmou, destacando a participação dos 32 campi presenciais em municípios paranaenses, mais os polos de educação a distância e projetos financiados.

Participaram da reunião os os deputados: Alexandre Amaro (PRB), Arilson Chiorato (PT); Coronel Lee (PSL); Emerson Bacil (PSL); Evandro Araújo (PSC); Goura (PDT); Soldado Fruet (PROS); Nelson Luersen (PDT); Marcio Pacheco (PDT); e Tercilio Turini (PPS). Representando o Governo do Estado, o superintendente para Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.

Representando as Universidades, participaram os reitores Fátima Padoan, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP); Sérgio Carlos de Carvalho, da Universidade Estadual de Londrina (UEL); Júlio Cesar Damasceno, da Universidade Estadual de Maringá (UEM); Miguel Sanches Neto, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Antonio Carlos Aleixo, da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR); Osmar Ambrósio de Souza, na Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO); e Paulo Sergio Wolff, da Universidade Estadual do Oeste (UNIOESTE).

Reunião
Após apresentação no auditório da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALEP, os reitores das sete Universidades se reuniram com o deputado estadual Emerson Bacil. Durante a reunião, o parlamentar, que é presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da Assembleia Legislativa, manifestou interesse em trabalhar em conjunto com as IES para fomento da pesquisa no Paraná.

 

Representantes das IEES se reúnem para discutir aspectos estruturais das Universidades

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Pró-reitores, prefeitos de campus, diretores, assessores e técnicos, representando as sete Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES), reuniram-se na sala do Conselho Universitário da Universidade Estadual de Maringá (UEM) na quarta-feira, 27 de fevereiro. A pauta da reunião envolveu questões de infraestrutura dos campi, plano de prevenção de incêndio e pânico, regularizações imobiliárias, dentre outros assuntos relacionados.

Dentre os fatores considerados durante as discussões, os representantes das instituições debateram a ausência e a deficiência de planos de segurança contra incêndio e pânico e as exigências legais relacionadas a estes planos; os desafios financeiros e logísticos para a elaboração e a implantação das respectivas estratégias de segurança contra incêndio e pânico.

Discutiu-se também a questão das brigadas de incêndio e sua implantação nas universidades, a necessidades de ampliação de quadros técnicos e linhas de fomento que possibilitem às IEES encarar as carências estruturais conforme as normas técnicas, dentre outros temas correlatos.

Como resultado dos debates, os representantes concordaram em recomendar à APIESP a criação de um Fórum Permanente de Planejamento do Espaço Físico e Territorial das IEES Paranaenses, para elaborar estratégias relacionadas às demandas estruturais e em cumprimento às normas presentes no Parecer CEE/CES 53/18.

Congresso Técnico define metas para atuação da Apiesp

O 3° Congresso Técnico da Apiesp – Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público – realizado nos dias 27 e 28 de setembro, apresentou diretrizes, metas e ações para a atuação da Apiesp na Internacionalização, no Ensino, Pesquisa e Extensão, na Gestão Universitária e na Comunicação para o biênio 2018/2020.

O evento, que contou com a participação dos reitores da UEL, Sérgio Carlos de Carvalho; da UEM, Júlio César Damasceno; da UEPG, Miguel Sanches Neto; da Unioeste, Paulo Sergio Wolff; da Unicentro, Aldo Nelson Bona; da UENP, Fátima Aparecida da Cruz Padoan; e da Unespar, Antonio Carlos Aleixo, teve como tema norteador “O papel da Apiesp frente aos desafios do contexto atual”.
A primeira mesa do evento foi composta pelos reitores que apresentaram suas perspectivas em relação as universidades estaduais e o trabalho a ser desempenhado pela Apiesp por meio do tema “Entraves na gestão das universidades estaduais: o papel da Apiesp frente aos desafios apresentados pelo contexto atual. Diretrizes e metas para atuação da Associação no biênio 2018-2020”.

Questões como a crise de pessoal e de orçamento das Universidades, a necessidade de repensar a finalidade da Instituições de Ensino Superior Público e seu modelo de gestão e o papel de seus gestores foram assuntos convergentes na fala dos reitores, que trataram ainda de temas como responsabilidade social e necessidade de melhor diálogo com outras esferas do Governo.

Para a presidente da Apiesp, Fátima Aparecida da Cruz Padoan, o Congresso realizado pela Associação foi um momento importante para que a Apiesp pudesse traçar diretrizes e metas para sua atuação nos próximos dois anos. “Tivemos um ótimo resultado após os trabalhos realizados nesses dois dias. Sabemos que há muito a ser feito, mas temos um norte após esse Congresso. Eventos como este nos qualificam para buscar realizar as ações necessárias para fortalecer nossas universidades”, destacou a presidente. “Quero destacar, de maneira especial, o apoio financeiro da Fundação Araucária que viabilizou a realização desse evento”, agradeceu Fátima.

Durante o Congresso, foram formados quatro grupos de trabalhos que trataram dos temas Gestão Universitária; Internacionalização; Ensino, Pesquisa e Extensão; Gestão Universitária e Comunicação. Dentre as metas destacadas pelos grupos, destaca-se o pedido para elaboração de uma política Estadual de Gestão de Ensino Superior, visando diminuir as assimetrias e elaboração de parâmetros balizadores para gestão de recursos humanos e recursos financeiros.

Outras necessidades apontadas pelos grupos de trabalhos foram sobre a necessidade de a Apiesp atuar de maneira mais proativa nos pleitos pelos direitos e em defesa das Universidades, assim como buscar superar o “isolacionismo” das universidades, além de estabelecer maior diálogo político.

Para a internacionalização, foi proposto pelo grupo de trabalho que a Apiesp possa proporcionar maior visibilidade às IES do Paraná, via câmara de internacionalização, perante órgãos Nacionais e Internacionais, possibilitando a filiação e participação em feiras e eventos internacionais. O grupo propôs ainda alteração e atualização do Estatuto da APIESP, para inclusão da câmara da internacionalização para o desenvolvimento de um plano de internacionalização da APIESP para o Estado. Dentre as ações propostas na área de Comunicação, está a realização de um plano para criar diretrizes de trabalhos a serem realizados e produção de materiais institucionais para as Universidades.

No evento, foi assinado pelos reitores das Universidades Estaduais Termo de Cooperação – Paraná Fala Idiomas / inglês e Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Apiesp realiza 7° Seminário de Internacionalização das Instituições de Ensino Superior do Paraná

A Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp) realizou, na quinta-feira, 27 de setembro, em Guaratuba, o 7° Seminário de Internacionalização das Instituições de Ensino Superior do Paraná (SIIES). O evento discutiu ações para o fortalecimento da internacionalização em casa, dinâmicas interculturais na internacionalização curricular, processos de internacionalização do ensino superior, além de oportunizar o diálogo para o fortalecimento das parcerias entre a APIESP e o Canadá, APIESP e a AUALCPI e o Centro Regional para Cooperação em Educação Superior na América Latina e Caribe (UNESCO-IESALC).

O Seminário, que reuniu as sete Universidades Estaduais do Paraná (UEL, UEM, UEPG, Unioeste, Unicentro, UENP e Unespar), foi realizado juntamente com o 3° Congresso Técnico da Apiesp, que contou com a presença de reitores, vice-reitores, pró-reitores e assessores das relações internacionais das instituições associadas para reunião técnica que definiu metas e ações para Associação para o biênio 2018/2020.

A presidente da Apiesp e reitora da UENP, Fátima Aparecida da Cruz Padoan, enalteceu o trabalho realizado pelos escritórios de relações internacionais das Universidades, a fim de aperfeiçoar as ações voltadas para área. “Foi um momento muito produtivo para todas as Universidades. O trabalho realizado traz novas perspectivas para a atuação da internacionalização por meio da Apiesp. Temos de buscar meios para fortalecer cada vez mais a internacionalização nas nossas instituições, visando projetá-las para além de seus muros por meio de uma política sólida e em rede”, disse Fátima Padoan.

A coordenadora do evento, Eliane Segati Rios Registro, destacou a relevância dos temas discutidos, que contribuirão para o fortalecimento da rede de internacionalização das universidades, em conjunto com o apoio da APIESP. “Para nós, o apoio dado pela APIESP para o desenvolvimento de ações de internacionalização é de fundamental importância, legitimando-nos frente aos órgãos estaduais, federais e internacionais pela qualificação do ensino superior do Paraná”.

O 7° Seminário de Internacionalização contou com as palestras “A Internacionalização em casa: casos de sucesso do EMI como instrumento de desenvolvimento”, realizada pela professora-doutora Cristina Mott Fernandez (UEM); “Dinâmicas Interculturais na Internacionalização Curricular. Experiências e Desafios”, com a professora-doutora Gracia Maria Clérico – da Universidad Nacional del Litoral – Santa Fe, Argentina.

O evento discutiu ainda os “Processos de Internacionalização do Ensino Superior”, com a professora-mestre Alessandra Quadros Zamboni (Unespar); “Associação de Universidades da América Latina e Caribe para a Integração e o Centro Regional para Cooperação em Educação Superior na América Latina e Caribe”, (UNESCO-IESALC): ações e parcerias”, com o professor-doutor Daniel Vaz, vice-presidente AUALCPI; e “Possibilidades de cooperação com o Canadá” – English School of Canada – com a professora Melina Trindade, que anunciou durante a palestra o oferecimento de sete bolsas de estudos no Canadá para estudantes das Universidades associadas à Apiesp, pelo programa Paraná fala Idiomas/Inglês, além de descontos especiais para estudantes e servidores das universidades estaduais pela English School Of Canada.

A APIESP agradece a Fundação Araucária por todo apoio destinado para realização do evento.

III Congresso Técnico da APIESP e VII SIIES

 

III Congresso Técnico da APIESP

VII Seminário de Internacionalização das

Instituições de Ensino Superior do Paraná

 

27 e 28 de Setembro

 

Guaratuba-PR

 

Acesse o site do evento e faça sua inscrição.

 

Ao longo dos últimos 22 anos, a Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (APIESP) tem contribuído fortemente para o crescimento e fortalecimento das IES do Paraná. Desde 2015, a APIESP reúne seus membros em um Congresso Técnico, a fim de discutir temas pertinentes ao desenvolvimento das instituições associadas.

A primeira edição do Congresso foi sediada na Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 2015 e, dois anos depois, o Campus Santa Cruz (Guarapuava) da Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro) foi palco da segunda edição do Congresso Técnico. Esta última teve como objetivo discutir o tema da autonomia universitária, e contou com a presença de reitores de diferentes estados.

A terceira edição será realizada entre os dias 27 e 28 de setembro, no Spazio Marine Hotel, em Guaratuba, Paraná e terá como tema norteador o papel da APIESP frente aos desafios do contexto atual.

Juntamente com a realização da terceira edição, o evento também sediará o VII Seminário de Internacionalização das Instituições de Ensino Superior do Paraná (SIIES), com o objetivo de discutir ações para o fortalecimento da internacionalização em casa e projetos de colaboração entre APIESP, Rede ZICOSUR Universitária e Rede de Universidades Provinciais da Argentina (RUP).

SOBRE AS RESTRIÇÕES ORÇAMENTÁRIAS DA CAPES PARA O ANO DE 2019

A Associação Paranaense de Instituições de Ensino Superior Público – APIESP,  a que  se vinculam as sete Universidades Estaduais do Paraná, MANIFESTA PUBLICAMENTE sua preocupação com os cortes anunciados na proposta orçamentária para o ano de 2019 para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), uma vez  que a pesquisa brasileira sofrerá uma série de prejuízos se o governo a mantiver.

Segundo nota divulgada pelo Conselho Superior da CAPES, a proposta orçamentária apresenta um corte significativo nos recursos em relação ao orçamento de 2018 e os impactos serão graves para os programas de fomento que ela desenvolve. Os cortes no orçamento da agência poderão resultar na suspensão do pagamento de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, além da interrupção de programas estratégicos como do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), do Programa de Residência Pedagógica e do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR), bem como  na interrupção do funcionamento do Sistema UAB (Universidade Aberta do Brasil) e dos mestrados profissionais do ProEB (Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica).

Igualmente, serão interrompidos os programas de fomento à internacionalização dos Programas de Pós-graduação e a inserção das Universidades brasileiras em redes de pesquisa internacionais.

Os cortes orçamentários indicados causarão um prejuízo inestimável ao sistema nacional de pós-graduação e, consequentemente, de modo  perene às Universidades Brasileiras.

Diante de tal contexto,  a Associação Paranaense de Instituições de Ensino Superior Público – APIESP manifesta apoio à CAPES pela manutenção do seu orçamento, em defesa da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade!

Reitora Fátima Aparecida da Cruz Padoan

Presidente da APIESP