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Reitor da Unicentro participa de audiência com ministro Aldo Rebelo

O reitor da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e vice-presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), professor Aldo Nelson Bona, está em Brasília-DF, participando de reuniões visando o fortalecimento e um maior aporte do Governo Federal às universidades estaduais e municipais.

Nesta quarta-feira, 15, Bona, acompanhado por dirigentes de 18 instituições públicas de ensino filiadas à Abruem e pelo deputado federal Sandro Alex (PPS-PR), participou de reunião com o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo. Na reunião, o vice-presidente da Abruem apresentou ao ministro a entidade, que possui 45 instituições filiadas em 25 unidades da federação – apenas Acre e Tocantins não integram a lista. “Mostramos a ele a nossa capilaridade e o quanto nossas universidades contribuem no processo de interiorização do ensino superior e da ciência e tecnologia pelo País”, contou Bona. “As estaduais e municipais respondem hoje por aproximadamente 50% das matrículas no ensino superior público brasileiro e por cerca de 40% da produção científica e tecnológica”, destacou, lembrando, em seguida, que a reunião foi articulada pelo deputado Sandro Alex, parceiro da Unicentro em diversos projetos.

Os dirigentes solicitaram a Aldo Rebelo que os editais abertos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) não façam distinção entre as instituições de ensino superior, possibilitando, dessa forma, que as universidades estaduais e municipais possam participar dos editais ligados ao MCTI. O deputado Sandro Alex defendeu a posição da Abruem, declarando que “essas instituições pleiteiam uma igualdade em relação às federais, até porque isso favoreceria a ciência e tecnologia como um todo e interiorizaria ainda mais os projetos do governo federal”. “Eu tenho certeza que o País vai sair ganhando com essa possível alteração e um contato maior com esses pesquisadores”, afirmou.

Bona lembrou que as fundações estaduais de amparo à pesquisa não excluem instituições federais de suas chamadas públicas. “Há um sentimento de que seria importante a participação de todo mundo. Ninguém está pedindo que um projeto ou outro seja privilegiado. Não é isso. Nós estamos pedindo o direito de concorrer em igualdade de condições, e que a avaliação do mérito prevaleça”, esclareceu.

O ministro questionou se a Abruem já havia feito essa solicitação antes e se haviam obtido retorno. Os dirigentes da Abruem informaram que isso já havia acontecido, porém sem retorno do MCTI. Aldo Rebelo se mostrou favorável à participação e afirmou que irá avaliar com sua equipe quanto às questões técnicas da participação das instituições estaduais e municipais e que dará retorno aos dirigentes.

Por fim, Bona, que está representando a presidente da Abruem, Adélia Maria Pinheiro, reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), de Ilhéus (BA), convidou Aldo Rebelo para fazer a conferência de abertura do 56º Fórum Nacional de Reitores de Universidades Estaduais e Municipais, de 27 a 30 de maio, no Rio de Janeiro. O ministro se colocou à disposição para participar, bastando apenas verificar sua agenda para confirmar a participação.

AGENDA

Além da reunião com o titular da pasta do MCTI, Bona também representará a Abruem no “Relançamento da Frente Parlamentar Mista da Educação”, nesta quinta (16), na Câmara dos Deputados. Depois, ele terá reuniões com deputados, visando investimentos para a Unicentro, e terá audiência no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para tratar de depósitos referentes a convênios da Unicentro.

 

Com informações do MCTI.

[Informe] Resposta ao Comando de Greve

A Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público, Apiesp, em reunião realizada na última sexta-feira, 6 de março, discutiu questões relativas ao momento atual do Ensino Superior e torna público os seguintes pontos:

1. Sobre o ofício dirigido pelo Comando de Greve Estadual à Apiesp:

a)  O entendimento do Comando de Greve, para quem a nota da Associação publicada no dia 25 de fevereiro não revela avanço algum, cumpre esclarecer que o conceito de “avanço” precisa ser entendido no contexto em que foi empregado. Nenhum conceito tomado fora de seu contexto pode levar à compreensão da mensagem que se quer transmitir. É preciso ter em conta que a reunião entre os Reitores e o Governador, com a presença dos Secretários da Seti e da Sefa, foi agendada com o objetivo de discutir a problemática dos recursos de custeio das Universidades, que tinham sido cortados pela resolução 025/2015-Sefa. Considerando a greve deflagrada em todas as Iees e tendo em conta a pauta do movimento, a Apiesp não poderia deixar de colocar na mesa de debates os temas da greve. Em todos os pontos discutidos, os resultados atingidos representaram avanços, se considerado o momento vivido. Não se estava falando em avanços para o Ensino Superior em sua estruturação e funcionamento, mas tão somente em avanço de sair de uma situação de custeio zero (momento vivido) para outra de custeio liberado; de uma situação em que havia proposta de norma obrigando as Iees a aderirem ao Sistema RH Meta4 para uma situação em que tal proposta foi retirada; de uma situação em que se pretendia alterar a destinação dos recursos constitucionais de Ciência e Tecnologia para uma situação em que tal proposta foi retirada; de indefinição quanto ao pagamento do 1/3 de férias para a definição de quando e de que forma ele será pago; de um represamento dos processos de nomeação de pessoal para uma situação em que eles voltam a tramitar com vistas à resolução do problema. Não houve avanços? É claro que o desejo seria não viver uma realidade como a que estamos vivendo, mas, tendo em conta que as coisas estão como estão, os resultados anunciados representam avanços na direção da superação dessa realidade;

b)  A afirmação de que a “elaboração de um projeto de autonomia financeira nunca foi reivindicado pela comunidade universitária” não se sustenta. É antigo o anseio das comunidades acadêmicas das Iees que essa autonomia aconteça. Qual autonomia? Essa é a questão que aguarda uma resposta e somente a discussão poderá levar a ela. Ainda não há nenhum projeto de autonomia, que seja do conhecimento da Apiesp, que o governo queira impor sobre as Universidades, como afirmado no documento do Comando de Greve.

c)  A afirmação de que houve tentativa da Apiesp de negociar a greve é uma inverdade. Por cansativo que seja, cabe repetir que a Apiesp reuniu-se com o Governador para negociar a problemática dos recursos de custeio, tema que não integrava a pauta inicial da greve já deflagrada à época da reunião com o Governador. Todos os temas da reunião foram tratados do ponto de vista administrativo, ficando muito claro a todos e amplamente declarado inclusive à Imprensa estadual de que a questão da greve deveria ser discutida com os sindicatos e os comandos de greve, não cabendo aos  manifestar-se sobre o fim ou não do movimento. É muito claro para a Apiesp que ela não exerce a representação das categorias que compõem a comunidade acadêmica estadual. Entretanto, é salutar lembrar que nos últimos anos a Apiesp negociou questões cruciais às categorias de servidores, quando construiu o diálogo que levou à aprovação do reajuste salarial docente, aplicado em quatro parcelas de 7,14% (a última será em outubro próximo), e quando negociou os ajustes no plano de carreira dos agentes universitários, assegurando avanços importantes à categoria. No período em que essas negociações ocorreram, conduzidas pela Apiesp, nenhum comando de greve ou sindicato veio a público dizer que não aceitava a negociação e que a Apiesp não poderia negociar pelas categorias. Pelo contrário, quando os sindicatos foram chamados na Seap para serem informados sobre as negociações empreendidas, aceitaram prontamente os resultados e divulgaram os avanços conseguidos. Qual a razão do ataque atual? Por que o esforço de desqualificar essa importante associação?

A Apiesp reforça o seu compromisso com a defesa de um Ensino Superior público, gratuito e de qualidade, ressaltando o papel importante que tem exercido desde a sua criação no início dos anos 1990 até os dias atuais.

 

 

2)    Sobre a discussão com vistas ao projeto de autonomia das Iees, a realidade em cada Universidade é a que segue:

 

a) Universidade Estadual de Londrina, UEL: o Conselho Universitário decidiu, em maio de 2013, compor uma comissão para a discussão da autonomia universitária. O relatório dos trabalhos dessa comissão recebeu aprovação do referido Conselho em abril de 2014, tendo sido distribuído a todos os setores da Universidade para análise e discussão. O Conselho criou, também, nova comissão para sistematizar o conjunto de propostas e observações da comunidade acadêmica, mas não houve tempo para a conclusão desse trabalho. Em fevereiro do corrente ano, o Conselho Universitário deliberou sobre a recomposição da comissão de sistematização que dará continuidade aos trabalhos de discussão ampla e elaboração de um projeto de autonomia que venha a subsidiar as discussões no âmbito do Estado.

b) Universidade Estadual de Maringá, UEM: realizou reunião unificada dos três Conselhos Superiores, tendo decidido pela recomposição da comissão interna com o intuito de elaborar uma proposta de autonomia.

c) Universidade Estadual de Ponta Grossa, UEPG: houve reunião do Conselho Universitário no dia 5 de março e, após ampla discussão, o Conselho decidiu que o Reitor deve permanecer no GT, com o compromisso de defender, junto à Apiesp, a modificação ou revogação do decreto e a edição de um novo instrumento que possibilite a ampliação do prazo para a conclusão dos trabalhos e a representatividade do grupo, contemplando todos os segmentos da comunidade universitária;

d) Universidade Estadual do Oeste, Unioeste: realizou reunião do Conselho Universitário no dia 26 de fevereiro com a finalidade de discutir o calendário acadêmico. No desdobramento das discussões, o COU decidiu, por unanimidade, que o Reitor deve retirar-se do GT, entendendo não ser esse o momento mais adequado para a discussão do assunto.

e) Universidade Estadual do Centro-Oeste, Unicentro: no dia 25 de fevereiro o Conselho Universitário, COU, realizou reunião discutindo questões relativas à gestão da Universidade, particularmente no que tange ao momento vivido em relação ao pacote de medidas proposto pelo Governo, sobre o Decreto que institui o grupo de discussão sobre autonomia universitária e sobre as dificuldades referentes aos recursos de custeio. No contexto de todos os debates realizados, especificamente no que se refere à questão da autonomia, o COU, unanimemente, decidiu constituir uma comissão interna, com representatividade de todos os segmentos institucionais, com o objetivo de realizar estudos e debates para construir uma proposta de autonomia da parte da Unicentro, com vistas a subsidiar a atuação do Reitor na Comissão Estadual;

f) Universidade do Norte do Paraná, Uenp: ainda não houve reunião do Conselho Universitário sobre o assunto. O entendimento da gestão é o de que o prazo de trabalho do GT deve ser ampliado e a composição da Comissão deve ser alterada no sentido de ampliar a representatividade dos segmentos da comunidade acadêmica.

g) Universidade Estadual do Paraná, Unespar: em reunião do Conselho Universitário, realizada no dia 5 de março, deliberou-se pela não participação do Reitor no GT;

 

3) sobre o pedido dos sindicatos de que seja revogado o decreto que cria grupo de trabalho para estudos sobre autonomia:

O Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Seti, comunicou aos Reitores de que, no dia 5 de março, realizou duas reuniões com os sindicatos, sendo uma com os sindicatos mistos e outra com os que representam os docentes. Sobre o assunto da autonomia, informou que os sindicatos entregaram documentos solicitando a revogação do Decreto que cria o GT da autonomia. Informou que há a possibilidade de revogação do Decreto por parte do Governo, desde que seja esse o interesse das comunidades acadêmicas, tendo solicitado manifestação dos Reitores a esse respeito. Na reunião da Apiesp realizada no dia 6 de março, após amplas discussões sobre a solicitação do Secretário, ficou decidido que, em razão das diferentes deliberações sobre o assunto em cada Iees, conforme o relatado acima, não há a possibilidade de que os Reitores afirmem que suas comunidades não querem a discussão da autonomia. Entretanto, todos concordam que este não é o melhor momento para realizar esta discussão que, por sua complexidade, demanda que seja feita em momento mais favorável tanto do ponto de vista econômico como do ponto de vista político. O assunto requer maiores discussões no âmbito de cada Iees, com maior vagar e em período de normalidade das atividades universitárias.

Frente a este cenário, a Apiesp reforça seu interesse na discussão de um projeto de autonomia, a partir de debates internos em cada Universidade, com tempo suficiente para a maturação das ideias, mas entende que a prioridade, neste momento, é a de estabelecer condições para a retomada das atividades nas Iees.

UENP é a primeira universidade do Brasil a receber projeto do Conselho Britânico

O curso Reseacher Connect deverá atender cerca de 60 pesquisadores do Estado do Paraná

O curso Reseacher Connect deverá atender cerca de 60 pesquisadores do
Estado do Paraná

A Coordenadoria de Relações Internacionais da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) iniciou na quarta-feira, 25, o curso Researcher Connect, para o treinamento em habilidades de comunicação científica para pesquisadores. O programa do Conselho Britânico, que acontece até esta sexta, 6, tem como objetivo apoiar na construção de um perfil internacional aos pesquisadores do Estado do Paraná, buscando contribuir para elevar o número de publicações de artigos científicos em revistas acadêmicas internacionais.

As aulas, realizadas em inglês com muita interatividade e dinâmica, foram divididas em quatro módulos: “Conhecendo seu público”, que explica as abordagens do trabalho e busca descobrir os objetivos do curso e dos participantes; “Resumos”, que qualifica para criação de abstracts, propostas do artigo científico críticas e com técnicas específicas; “Escrevendo para a publicação, que ajuda e auxilia os aspectos essenciais e técnicas de escrita científica, e “Melhorando as apresentações”, que desenvolve habilidades em apresentações em conferências internacionais.

O curso tem como treinadora principal Jo Chaffer, do Reino Unido, além de oito treinadores nacionais: Aline Quadros, Ronaldo Cristofoletti, Monica Campiteli, Adriano Cavalleri, Marly Tooge, Flávia Rodrigues, Daniel Dentilho e Juliana Nery. Os cursos foram acompanhados por Camila Morch e Aliandra Barlete, representantes do Conselho Britânico e gerentes do Fundo Newton no Brasil. O programa teve uma edição piloto no Cefet de Minas Gerais em 2014.

Segundo a coordenadora de Relações Internacionais da UENP, Eliane Segati Rios Registro, a vinda do curso é um divisor de águas para a Universidade. “Este treinamento representa um avanço muito grande para UENP. Receber o Conselho Britânico alavanca a internacionalização da Universidade e reforça as relações internacionais da instituição”, pontua. “Sermos os primeiros a receber o Conselho Britânico em um projeto inicial em todo Paraná e, em nível de Brasil, é um grande privilégio. É de grande importância para UENP e motivo de orgulho para nós”, acrescenta Eliane. Ela comenta que o projeto só se concretizou graças ao apoio da Reitoria e ao auxílio financeiro por meio do Fundo Newton e do Banco Santander. Com boas perspectivas para o curso na UENP, Eliane ressalta que o objetivo é que esse seja o início de muitas outras negociações com o Conselho Britânico que ainda virão.

A reitora da UENP, Fátima Aparecida da Cruz Padoan, destaca que, com o treinamento, o saldo deverá ser extremamente positivo para a pesquisa na Universidade. “Com esse curso e tantas outras atividades de internacionalização desenvolvidas pela Coordenadoria de Relações Internacionais da UENP, temos sedimentado cada vez mais o caminho que coloca a Universidade num plano internacional, que é vital para existência plena de toda universidade nos dias de hoje”. Ela sustenta que “com o treinamento, elevamos o nível da UENP e, certamente, auxiliamos os pesquisadores a alcançar novos patamares na divulgação de suas pesquisas”. O Researcher Connect é realizado na UENP em três edições e deverá atender cerca de 60 pessoas, entre professores, alunos de mestrados e de iniciação científica, além de pesquisadores e representantes da Reitoria. Além disso, com vistas a colaborar para o desenvolvimento do Estado do Paraná, a UENP disponibilizou vagas para todas as IES estaduais. Está confirmada a participação da UEM, UEL, Unioeste, Unicentro, UEPG e Unespar, além da representação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti PR). A primeira edição ocorreu no campus Jacarezinho. As outras duas edições, que acontecem durante esta semana, serão realizadas no campus de Cornélio Procópio.

Apiesp ressalta conquistas para as sete universidades

A Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp) considera positivos os resultados da reunião desta terça, 24, junto ao Governador do Estado Beto Richa, com avanços em todos os pontos discutidos, em favor das sete universidades estaduais – UEM, Uenp, UEL, Unioeste, UEPG, Unespar e Unicentro.

Ao final do encontro, restaram acordados os seguintes itens:

  • Abertura do orçamento de custeio de todas as universidades a partir da tarde desta quarta, 25, de acordo com as necessidades de cada instituição;
  • Pagamento do 1/3 de férias dos docentes e dos agentes universitários em parcela única, na folha salarial de março;
  • Retirada da exigência de inclusão das universidades no sistema Meta 4, conforme previsto inicialmente no pacote de medidas proposto pelo Executivo Estadual;
  • Adiamento do debate sobre a divisão dos recursos de Ciência & Tecnologia;
  • Arquivamento do projeto de alteração do sistema previdenciário estadual e criação de grupo de estudos, em parceria com o Ministério Público Estadual, para discutir o assunto;
  • Criação de Grupo de Trabalho (GT) com vistas à formatação de projeto sobre a Autonomia Universitária das instituições. O GT terá prazo de 120 dias, com possibilidade de prorrogação, se necessário, e será composto pelos sete reitores, por um representante da Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, por um representante da Secretaria Estadual da Fazenda, por um representante do sindicato dos docentes e, também, por um membro do sindicato dos agentes universitários;
  • Retomada dos processos de nomeação de novos professores e agentes universitários.

Sobre a conquista de tais avanços, a Apiesp ressalta ainda a fundamental importância dos movimentos e manifestações públicas realizadas nos últimos dias pela comunidade universitária paranaense. A entidade destaca também os esforços do secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, professor João Carlos Gomes, por sempre ter defendido as universidades, os professores, os servidores e os estudantes junto ao Governo do Estado.

​Apiesp terá agenda com Richa na terça, 24

​A Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp) terá uma audiência na próxima terça, 24, com o governador do Paraná, Beto Richa, para tratar de assuntos de interesse das Universidades, notadamente no que se refere ao que consta do pacote de medidas propostas pelo Executivo Estadual bem como quanto ao problema do orçamento de custeio das sete instituições afiliadas à entidade – UEL, UEM, Unicentro, Uenp, Unespar, UEPG e Unicentro.

​A audiência foi confirmada na tarde desta sexta, 20, pelo professor João Carlos Gomes, secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, que também participará do encontro. A pauta principal, reforça o presidente da Apiesp, professor Aldo Nelson Bona, diz respeito aos artigos 66 e 67 da mensagem inicialmente encaminhada pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa, envolvendo a Autonomia Universitária e a problemática do custeio.

​O horário da audiência ainda não está confirmado.

NOTA OFICIAL – Autonomia Universitária

​O presidente da Apiesp, professor Aldo Nelson Bona, esclarece à Comunidade Acadêmica do Paraná que o documento apresentado e entregue aos Reitores das Universidades Paranaenses na reunião da Associação, realizada em 10 de fevereiro do corrente ano, contém um estudo preliminar com o intuito de subsidiar discussões sobre a elaboração de um projeto de autonomia universitária.

Tal estudo foi realizado por um grupo informal composto pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti/PR) à época do secretário Alípio dos Santos Leal Neto e que, em hipótese alguma, constitui-se em uma proposta de autonomia, mas tão somente em um estudo preliminar que poderá ser considerado em conjunto com outros estudos eventualmente existentes em cada Universidade.

As afirmações de que se trata de um projeto de autonomia são infundadas, descabidas e impróprias, particularmente neste contexto em que se faz necessária a unidade do Sistema de Ensino Superior Estadual em favor do fortalecimento de nossas instituições.

Apiesp se posiciona em defesa dos servidores e da autonomia universitária

A Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp) emitiu nota nesta quarta-feira (11) na qual relata a intensa agenda de discussões de que participou durante a véspera (10), somando-se aos debates e embates empreendidos entre representantes do Governo Estadual, deputados e servidores públicos, acerca do recente ‘Pacotaço’ proposto pelo Estado.

Após muitas articulações, os reitores foram recebidos em audiência pelo presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná (Alep), deputado Ademar Traiano, e pelo primeiro secretário da Mesa Executiva, deputado Plauto Miró Guimarães Filho, quando manifestaram preocupação com o chamado ‘Pacotaço’, pleiteando mais tempo para a realização dos debates necessários.

Ao mesmo tempo, os reitores apresentaram pedido para retirada imediata dos artigos 66 e 67 dos projetos de lei encaminhados ao Legislativo, que tratam, respectivamente, da alteração da divisão de recursos constitucionais de Ciência e Tecnologia e da inclusão das Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES) no sistema de RH Meta4. O presidente da Apiesp e reitor da Unicentro, professor Aldo Nelson Bona, lembrou ainda que os reitores solicitaram a ampliação do debate sobre alterações propostas no regime de Previdência, no intuito de preservar direitos e recursos conquistados e creditados.

Estes três itens foram elencados pelos dirigentes universitários como primordiais, considerando que, no dia anterior (segunda), o Governo do Estado já havia anunciado que retiraria do ‘Pacotaço’ três itens – o primeiro deles previa a extinção dos quinquênios e anuênios; o segundo intentava paralisar o Plano de Desenvolvimento Educacional (PDE); e o terceiro previa o não pagamento de auxílio transporte aos docentes da Educação Básica.

Os dois primeiros pontos foram bem recebidos pelos dois dirigentes da Alep, que sugeriram aos reitores o diálogo com a liderança do Governo, encontro este ocorrido no final da manhã de terça. Da mesma forma, o líder do Governo, deputado Luiz Cláudio Romanelli, acolheu as duas primeiras reivindicações dos reitores, quanto à nova fórmula de divisão dos recursos para a Ciência e Tecnologia e a não inclusão das IEES no Meta4, descartando qualquer possibilidade de ampliação do debate em torno do novo regime previdenciário.

Os reitores ainda partiram para articulações junto aos parlamentares de cada região de influências das sete universidades estaduais, igualmente sem sucesso. Tal situação levou os reitores à conclusão de que as negociações seriam infrutíferas, razão pela qual não restou alternativa a não ser se juntar aos servidores públicos estaduais nas galerias da Assembléia Legislativa para acompanhar os desenrolar dos debates, que culminaram com a aprovação da Comissão Geral (o chamado ‘Tratoraço’) para votação das propostas do Governo, sem análise pelas comissões legislativas – além de subsequente ocupação do Plenário da Assembleia Legislativa por parte de servidores públicos.

Diante desses fatos, a Apiesp lamenta não ter conseguido avanços nos seus esforços de negociação e de pressão, mas mantém firme sua posição de defesa dos direitos conquistados dos servidores públicos estaduais e, sobretudo, de defesa inarredável do princípio constitucional da autonomia universitária.

Encontro nacional de reitores inicia nesta quarta em Foz

Inicia nesta quarta (23) o 53. Fórum Nacional de Reitores da Abruem, em Foz do Iguaçu. Trata-se de um dos mais importantes eventos brasileiros no Ensino Superior e que deverá reunir cerca de 200 dirigentes de 40 universidades estaduais e municipais brasileiras, que compõem a Abruem, a Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais. A cerimônia de abertura está agendada para 20h, no hotel Iguassu Resort, em Foz.

As sete universidades estaduais do Paraná (Unicentro, UENP, UEL, UEPG, Unespar, Unioeste e UEM) participarão maciçamente, assim como a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do PR (Seti/PR), a qual as universidades são vinculadas. O evento é co-promovido pela Abruem e pela Apiesp, que reúne das universidades e as faculdades estaduais (estas agrupadas recentemente, formando a Unespar). O evento tem apoio oficial da Fundação Araucária e patrocínio da Itaipu Binacional.

Além dos painéis com representantes da Abruem e de entidades convidadas (como a Capes), haverá forte presença internacional em Foz. A programação (confira a grade completa clicando emwww.abruem.org.br) inclui o colóquio ‘Intercâmbios Acadêmicos Internacionais’, com dirigentes da Chung-Ang University (Coréia do Sul), da American Association of State Colleges and Universities (AASCU, Estados Unidos), da Embaixada da França no Brasil e da Red Zicosur Universitária (que reúne instituições da Argentina, Paraguai e Brasil).

Dirigentes italianos igualmente são esperados para os três dias do Fórum, que prossegue até sábado, 26. “A vinda de parceiros do exterior indica o quanto a Abruem e a Apiesp estão se sobressaindo em favor da internacionalização do Ensino Superior brasileiro, beneficiando professores, alunos, funcionários e as instituições como um todo”, aponta o professor Aldo Nelson Bona, reitor da Unicentro e presidente da Apiesp.

Além das atividades científicas, o 53. Fórum inclui acontecimentos culturais (como a participação do Coral da Itaipu) e visitas técnicas à Usina de Itaipu, dentre outros.

DEPUTADOS E SENADORES DISCUTEM FRENTE PARLAMENTAR NO 52º FÓRUM DE REITORES

 

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Divulgada a programação do 53º Fórum Nacional dos Reitores da Abruem

O 53º Fórum Nacional dos Reitores da Abruem, a ser realizado entre os dias 23 e 26 de outubro próximo, em Foz do Iguaçu (PR), teve sua programação preliminar divulgada. Dentre as diversas mesas, apresentações e discussões, há o colóquio ‘Intercâmbios Acadêmicos Internacionais’, que terá a presença de representantes da Chung–Ang University (Coréia do Sul), da American Association of State Colleges and Universities (AASCU, Estados Unidos), da Embaixada da França no Brasil e da Red Zicosur Universitária (que reúne instituições da Argentina, Paraguai e Brasil).

Comitiva da Abruem, em junho passado, durante visita à Ewha Womans University, na Coréia do Sul, e que se tornou parceira da Abruem

Comitiva da Abruem, em junho passado, durante visita à Ewha Womans University, na Coréia do Sul, e que se tornou parceira da Abruem

Os laços entre a universidade coreana e o Brasil, aliás, são frutos da visita que uma comitiva da Abruem (que reúne reitores de universidades estaduais e municipais brasileiras) fez ao país asiático em junho passado, pelo presidente da Abruem à época, professor João Carlos Gomes, atual secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti/PR). “As instituições que visitamos na Coréia perceberam rapidamente o potencial das universidades vinculadas à Abruem e fizeram questão de participar do nosso evento em Foz”, pondera o professor Aldo Nelson Bona, reitor da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro, Paraná) e presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior (Apiesp).

A Apiesp é co-organizadora do congresso em Foz, a partir da ação também de suas sete filiadas – Unicentro, UEPG, UEL, UEM, Unespar, UENP e Unioeste. Além do colóquio internacional, a palestra “A contribuição da Itaipu para o Desenvolvimento Nacional e para a Integração Regional”, ministrada pelo diretor nacional da usina Itaipu Binacional, Jorge Samek, é outro destaque.
Além dessas duas atividades, outras conferências também serão realizadas. A programação oficial começa na noite de 23, quarta, com a cerimônia de abertura e coquetel de confraternização. As conferências e demais ações se estendem da manhã do dia 24 até a manhã do sábado, 26, envolvendo temas como internacionalização das universidades, Educação a Distância (EaD) e saúde, dentre outros tópicos.

Mais informações no endereço http://www.abruem.org.br/

 

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Aldo participa de reunião com conselho coreano de reitores

O professor Aldo Nelson Bona participou no último dia 27 de uma das mais importantes atividades da missão de reitores brasileiros à Coréia do Sul, um encontro técnico com o Conselho de Reitores daquele país, o KCUE (Korea Council for University Education, em inglês). Aldo esteve com o presidente do KCUE, Suh Geosuk, e os outro oito diretores do organismo, juntamente com o professor João Carlos Gomes, reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UPEG) e presidente da Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), entidade que organizou a missão que está há duas semanas no país asiático, que mantém 232 universidades em funcionamento – 208 das quais vinculadas ao KCUE.
Durante o encontro, os dirigentes educacionais discutiram os termos de um possível acordo de cooperação científica e de mobilidade acadêmica. “As instituições sul-coreanas têm como principal característica a forte integração com o setor produtivo, com investimentos de peso em pesquisa e tecnologia de ponta”, diz o reitor João Carlos.
De início, haverá a oferta de um curso de língua portuguesa para alunos coreanos no Brasil e outro curso de língua coreana para brasileiros que pretendem estudar na Coréia. “Denominados cursos de verão, no período de férias escolares, os cursos terão duração de no máximo dois meses”, explica João Carlos, observando que, na maioria das vezes, a questão da língua se apresenta como o principal impeditivo nesse processo de intercâmbio. “Temos que eliminar essa barreira”.
Nos últimos dias, Aldo (presidente da Apiesp, a Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público) também esteve na Chung-ang University (visitando especialmente o hospital da instituição) e na Pohang University of Science and Technology (Postech), considerada a melhor do mundo entre as universidades com menos de 50 anos, conforme um recente ranking da revista inglesa Times Higher Education.

 

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